PS Madeira espera que a região saiba aproveitar verbas do Fundo de Recuperação e Resiliência

O PS Madeira critica as opções tomadas pelo Governo Regional no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência. Os socialistas querem ainda uma comissão de acompanhamento, e vão propor medidas, a incluir no plano, que diversifiquem o investimento, que levem em conta as empresas, investimentos que aumentem a competitividade e a resiliência do tecido empresarial, que assegurem emprego, e que deem ao poder local o papel necessário.

O líder do PS Madeira, Miguel Iglésias, espera que a região saiba aproveitar as verbas que serão transferidas para a região no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), apresentado pelo Governo da República. Contudo o socialista questiona o planeamento que foi apresentado pelo Governo da Madeira, referindo que as verbas serão todas investidas na Administração Pública Regional.

“Esperamos que o plano de recuperação para a Madeira não seja uma oportunidade perdida. efetivamente, o que observamos é que os 561 milhões de euros que o Governo Regional definiu é praticamente todo para reencaminhar para a Administração Pública. Não vemos, nem vislumbramos, neste plano, qualquer apoio direto, por exemplo, à recapitalização das empresas, como fez a Região Autónoma dos Açores”, afirma Miguel Iglésias.

O socialista refere que por exemplo nos Açores 20% das verbas do PRR vão para a capitalização e capacitação das empresas açorianas.

PS vai propor comissão de acompanhamento na Madeira

Iglésias refere que o PS Madeira vai enviar alterações ao plano apresentado pela Madeira, ao PRR, no âmbito do período de consulta pública. O socialista diz ainda que o PS Madeira vai propor na Assembleia da Madeira um projeto de decreto legislativo regional para a criação de uma comissão de acompanhamento.

O socialista diz que as alterações que o PS Madeira vai apresentar, no período de consulta pública, vão passar por medidas que diversifiquem o investimento, que levem em conta as empresas, investimentos que aumentem a competitividade e a resiliência do tecido empresarial, que assegurem emprego, e que deem ao poder local o papel necessário.

O socialista considera que esta é a bazuca, sublinhando que “não haverá mais dinheiro” além do normal quadro comunitário de apoio. “Esta é a grande oportunidade para nós conseguirmos recuperar desta enorme crise económica e social o mais rápido possível”, reforçou.

O líder parlamentar do PS Madeira diz ainda que a Madeira, em 2020, “teve uma queda histórica de 21% do PIB, registamos a taxa de desemprego mais alta do país, superior a 10%, e, os últimos dados estatísticos, demonstram que 1 em cada 3 madeirenses encontra-se em situação de pobreza. Isto são dados que deveriam despertar não apenas o Governo Regional, mas toda a sociedade para este esforço coletivo que temos de empreender. E sem dúvida que 561 milhões de euros, até 2026, do Plano de Recuperação e Resiliência são fundamentais para esse desiderato e, portanto, se nós não aproveitarmos esta oportunidade, se não executarmos projetos e investimentos que vão ao encontro dessa mesma recuperação, volto a dizer: esta pode ser uma oportunidade perdida e não podemos de forma alguma permitir isso”, alerta.

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