PS Madeira quer mais apoios a fundo perdido e redução de impostos

O presidente do PS Madeira disse que a “recuperação económica não pode ser feita sem a recuperação do turismo”, acrescentando que a confiança é essencial para quem viaja para a região numa crise de saúde como a que estamos a atravessar.

O presidente do PS Madeira, Paulo Cafôfo, reivindicou mais apoio às empresas, com especial atenção ao turismo, quer seja através de fundo perdido ou de descida da carga fiscal, durante as jornadas parlamentares do PS, que se realizaram no salão nobre da Assembleia Regional da Madeira.

O socialista alertou para o momento difícil que a região está a atravessar, sublinhando a importância de existir realismo e determinação, de modo a dar a volta “a essa situação económica e social complexa”.

“A recuperação económica não pode ser feita sem a recuperação do turismo”, defendeu Cafôfo, que acrescentou que este setor tem impato em termos de receitas, emprego, bem como a transversalidade que o setor possui na economia regional.

Cafôfo referiu que o fator confiança é “essencial” para quem viaja numa crise de saúde como a que se está a viver. O socialista sublinhou as reuniões que tem mantidos com os diversos agentes turísticas de modo a se inteirar dos reais problemas do setor, e com isso se encontrar soluções para a retoma desta área.

Entre as grandes necessidades encontradas pelos empresários esteve a liquidez. “Apoios a fundo perdido e redução da carga fiscal são essenciais para sobrevivência das empresas. Porque aquilo que os empresários nos dizem é que a maior parte das empresas nem vão chegar até ao Natal, e isso é absolutamente assustador”, afirmou.

Cafôfo disse que o Governo da Madeira tem mascarado a realidade que número que não correspondem à realidade, acrescentando que “não corresponde à verdade dizer que a linha ‘INVESTE RAM’ já salvou mais de 26 mil empregos. Os empregos que foram salvos, até à data, devem-se, essencialmente, ao layoff. Uma medida e um apoio a fundo perdido dado pelo Governo da República”, defendeu.

O presidente do PS Madeira disse que as linhas de apoio criadas pelo Governo Regional têm falhas, entre elas a sua lentidão, e acusou o executivo madeirense de “má gestão” desde o início da pandemia do coronavírus covid-19. “Precisamos de mais verbas e que elas possam chegar rapidamente às empresas”, vincou o socialista.

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Mafalda Freitas vincou a dimensão da Zona Económica Exclusiva da Madeira (ZEE), com uma área superior a mais de 440 mil metros quadrados. “O número pode não dizer muito, mas já é diferente se dissermos que é uma ZEE superior à da Bélgica, Chipre, Alemanha e Suécia juntos”, sublinhou.
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