PSD: Morais Sarmento diz que Rio tem “mais bagagem e competência técnica” do que Montenegro

O vice-presidente do PSD Nuno Morais Sarmento discorda com a alteração de posicionamento do PSD, proposta por Luís Montenegro, e diz que resultado eleitoral não é impedimento para Rui Rio se recandidatar.

Cristina Bernardo

O vice-presidente do PSD Nuno Morais Sarmento defendeu esta quarta-feira que o atual líder social-democrata, Rui Rio, tem “mais bagagem e competência técnica” para liderar o partido do que Luís Montenegro. Nuno Morais Sarmento discorda com a alteração de posicionamento do PSD, proposta por Luís Montenegro, e diz que resultado eleitoral não é impedimento para Rui Rio se recandidatar.

“Foi um bom líder parlamentar, nada contra isso. Não gosto de julgar negativamente, mas reconheço outra bagagem, outra competência técnica, outra experiência, até outra capacidade de merecer a confiança dos portugueses a Rui Rio do que a Luís Montenegro”, afirmou Nuno Morais Sarmento, em entrevista ao programa “Grande Entrevista” da RTP3, em reação ao anúncio feito por Luís Montenegro de que será candidato à liderança do PSD.

Nuno Morais Sarmento reconhece que o resultado eleitoral do PSD nas legislativas – 27,9% contra 36,6% do PS –foi “curto”, mas considera que, tanto este resultado como o das europeias, não são um impedimento para Rui Rio se recandidatar à liderança do partido. “Antes destas eleições legislativas, o PSD estava em risco, esse risco foi ultrapassado nestas eleições”, explica.

O vice-presidente do PSD disse ainda que foi a estratégia de “recentramento do PSD como partido social-democrata e não de pretenso liberal” da atual direção, que evitou “o risco” que correu e sublinhou que 1,4 milhões de portugueses “confiaram” no PSD.

Nuno Morais Sarmento anunciou ainda que vai continuar a apoiar Rui Rio, caso decida concorrer novamente à liderança do PSD. “Não vejo ninguém que tenha um perfil mais diferenciado do perfil negociador, semirredondo, politicamente redondo de António Costa”, sustentou, admitindo que o atual líder “terá seguramente cometido erros” durante o seu mandato.

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