PSD quer auditoria ao período pós-resolução do BES

Segundo o deputado do PSD, António Leitão Amaro, o que é preciso auditar, “e que ainda não foi auditado” consiste no que aconteceu depois da resolução do BES, “como a venda do Novo Banco à Lone Star e o que aconteceu depois disso”, nomeadamente, “as imparidades”.

Cristina Bernardo

António Leitão Amaro, deputado PSD, revelou há minutos na Comissão de Orçamentos, Finanças e Organização Administrativa (COFMA), que vai propor à Assembleia da República uma auditoria “àquilo que ainda não foi auditado”, ou seja, o período após a resolução do Banco Espírito Santo.

“Já houve duas auditorias e há dias houve uma decisão de um tribunal sobre a resolução do BES”, esclareceu Leitão Amaro. Assim, seguindo as ideias do Presidente da República, o PSD vai propor uma auditoria diferente daquela que o Governo pediu depois de o presidente do Novo Banco, António Ramalho, ter dito que ia voltar a accionar o mecanismo de capital contingente, para injetar mais 1.149 milhões de euros no banco.

Segundo o deputado do PSD, o que é preciso auditar, “e que ainda não foi auditado” consiste no que aconteceu depois da resolução do BES, “como a venda [do Novo Banco à Lone Star] e o que aconteceu depois disso”, nomeadamente, “as imparidades”, explicou.

Contudo, Leitão Amaro não especificou quando é que o PSD vai propor ao Parlamento esta auditoria, tendo dito apenas que a proposta será feita “nos próximos dias”.

António Ramalho está esta tarde a ser ouvido pelos deputados na COFMA, a pedido dos sociais democratas, dando seguimento a uma série de audições onde foram ouvidos o ministro das Finanças, Mário Centeno; o presidente da Comissão de Acompanhamento da venda do Novo Banco à Lone Star e um membro desta Comissão, José Rodrigues de Jesus e Bracinha Vieira, respectivamente; e o presidente do Fundo de Resolução, Máximo dos Santos.

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“O que aconteceu em Portugal, é que o Fundo de Resolução foi criado em 2012, e em 2014, tinha apenas 337 milhões de euros”, salientou Máximo dos Santos. O Fundo de Resolução já pagou 466 milhões de euros em juros e comissões ao Estado, com as medidas de resolução, explicou Máximo dos Santos.
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