PSD quer chamar ao Parlamento ministro do Ensino Superior para explicar atrasos no alojamento estudantil

Os social-democratas alertam para a “insuficiência de camas nas residências estudantis” e pedem ao ministro do Ensino Superior que vá ao Parlamento esclarecer onde estão as camas anunciadas pelo Governo para resolver a carência de alojamento.

Manuel Heitor, Ministro das Ciências Tecnologias e Ensino Superior | Cristina Bernardo

O Partido Social Democrata (PSD) quer ouvir, no Parlamento, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, sobre os “atrasos clamorosos” na oferta de alojamento aos estudantes de universidades e politécnicos. Os social-democratas alertam para a “insuficiência de camas nas residências estudantis” e querem saber onde estão as camas anunciadas pelo Governo para resolver a carência de alojamento.

“A propaganda do Governo prometia em 4 anos aumentar em 12 mil a oferta do número de camas em todo o país. Onde estão essas camas? A execução do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) está atrasadíssima – onde estão as camas que deveriam ter sido disponibilizadas?”, questiona o PSD, num requerimento entregue na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto para chamar Manuel Heitor ao Parlamento.

No documento, os deputados do PSD lembram que, no dia 20 de setembro, “foi anunciada, pelo Governo, a disponibilização de mais de 4500 camas para alojamento de estudantes, através de acordos estabelecidos com a Movijovem e várias estruturas representativas de unidades hoteleiras e de alojamento local, de pousadas da juventude, alojamentos locais e hotéis”.

O PSD nota, no entanto, que “apenas esta semana estão a ser celebrados os acordos entre as partes intervenientes, de acordo com esclarecimento do MCTES [ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior], não se trata de camas a disponibilizar, mas correspondem a manifestações de interesse previamente demonstrados pelos associados das cinco associações representativas da hotelaria e alojamento local nacionais com quem foram assinados os protocolos”.

“Feitas as contas, o acréscimo de camas em relação ao ano anterior é de apenas 208 camas, a nível nacional, e não as 4500 agora anunciadas e que afinal não são mais que ‘quartos virtuais'”, lê-se.

O PSD pede, por isso, ao ministro do Ensino Superior que venha ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre este assunto, reiterando a “preocupação com a gravidade desta situação, dado que 42% dos alunos estão deslocados da sua área de residência” e sublinhando que isso leva à frustração das expetativas dos alunos de “frequência do ensino superior por serem incomportáveis para as suas famílias os custos de alojamento”.

Ler mais
Recomendadas

Candidata a prefeita do Rio de Janeiro admira Marcelo Rebelo e tem Lisboa como modelo

Filha de imigrantes portugueses, a candidata foi criada no bairro da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, e lançou-se como uma alternativa da esquerda progressista pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), defendendo o diálogo e a participação popular na gestão.

Tribunal recusa providência cautelar do Chega contra restrições à circulação

A providência cautelar que foi interposta pelo Chega visava impedir as medidas adotadas em resolução do Conselho de Ministros, que entraram em vigor na sexta-feira.

Governo garante cumprir exigências de Bruxelas sobre eficiência energética dos edifícios

“O prazo é suficiente e a entrega do três segundos relatórios estava já prevista e determinada até ao final de 2020. Assim, o prazo será cumprido e, nessa medida, não haverá lugar a qualquer procedimento por incumprimento”, disse à Lusa fonte oficial do Ministério do Ambiente e da Ação Climática.
Comentários