PSD sem reuniões partidárias esta semana, preocupação é com “interesse nacional”

O secretário-geral do PSD disse hoje à Lusa que esta semana não estão previstas reuniões partidárias internas, e apontou que, neste momento, “a única preocupação” do presidente do partido, Rui Rio, é com “o interesse nacional”.

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Tiago Petinga/Lusa

O secretário-geral do PSD disse hoje à Lusa que esta semana não estão previstas reuniões partidárias internas, e apontou que, neste momento, “a única preocupação” do presidente do partido, Rui Rio, é com “o interesse nacional”.

“Neste momento, a única preocupação do dr. Rui Rio é com o interesse nacional e em exercer funções como líder da oposição”, afirmou à Lusa José Silvano.

O secretário-geral do PSD explicou que essa prioridade passa hoje pela audiência com o Presidente da República sobre a formação do novo Governo, na qual estarão presentes, além de Rui Rio e José Silvano, os vice-presidentes do PSD Nuno Morais Sarmento e Isabel Meirelles, bem como o líder parlamentar Fernando Negrão.

Questionado quando reunirá o PSD os órgãos próprios para analisar os resultados eleitorais das legislativas de domingo – como a Comissão Política e o Conselho Nacional -, o secretário-geral respondeu que não há ainda uma data marcada, mas garantiu que não serão esta semana.

“As questões partidárias neste momento não são a questão essencial”, acrescentou.

No domingo, o PSD obteve 27,9% nas eleições legislativas, correspondentes a 77 deputados (quando ainda faltam atribuir os quatro mandatos dos círculos da emigração), contra 36,6% do PS, que conseguiu para já 106 parlamentares.

Na noite eleitoral, Rui Rio assumiu que o PSD não alcançou o principal objetivo – vencer as eleições – mas defendeu que não se tratou de “uma grande derrota”, explicando o resultado pela conjuntura económica internacional favorável ao Governo, pelo surgimento de novos partidos à direita, mas também pelas sondagens que terão “desmotivado” os eleitores sociais-democratas e pela ação dos críticos internos.

Na sua intervenção, considerou ter enfrentado “uma instabilidade de uma dimensão nunca antes vista na história do PSD e exclusivamente motivada por ambições pessoais”.

Rio não foi claro sobre a sua continuidade e eventual recandidatura à liderança do PSD – pelos estatutos do partido, deverão realizar-se eleições internas em janeiro –, dizendo que será uma decisão tomada “com serenidade e ponderação”, nem sobre o que poderá fazer pela estabilidade governativa, confessando não saber o que pretende fazer o PS.

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