PSI-20 abre em terreno negativo com Galp Energia a tombar 2%

A bolsa portuguesa acompanha as congéneres europeias, que estão a cair cerca de 1%, pressionadas pelo aumento da tensão entre Pequim e Hong Kong e pela queda de 5% no preço do barril de petróleo.

O principal índice bolsista português (PSI 20) abriu sessão esta sexta-feira a negociar em terreno negativo, ao ceder 0,63% para 4.188,23 pontos. A bolsa portuguesa acompanha as congéneres europeias, que estão a cair cerca de 1%, pressionadas pelo aumento da tensão entre Pequim e Hong Kong e pela queda de 5% no preço do barril de petróleo.

“A motivar esta abertura negativa [nas praças europeias] estava a queda dos mercados chineses, especialmente a praça de Hong Kong. A decisão do Governo de Pequim de introduzir medidas de segurança mais restritas no território pode ter duas consequências negativas”, explicam os analistas do BPI Online.

“A primeira é provocar novas manifestações, como as vividas no ano passado. A segunda é que Hong Kong poderá constituir um tema de tensão entre os EUA e a China. O Governo de Pequim considera a situação neste território como um assunto estritamente doméstico interno e qualquer comentário ou intervenção de outro país como uma ingerência externa”, acrescentam.

O índice alemão DAX cede 1,41%, o britânico FTSE 100 perde 1,89%, o francês CAC 40 desvaloriza 1,46% o holandês AEX recua 1,39%, o espanhol IBEX35 tomba 1,17% e o italiano FTSE MIB afunda 0,97%.

Na bolsa nacional, onze cotadas estão a negociar no vermelho, cinco estão a valorizar e duas (Pharol e F.Ramada) mantêm-se inalteradas.

A pressionar o índice nacional destaca-se a Galp Energia, que perde 1,68%. Os títulos da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva estão a ser pressionados, numa altura em que o mercado petrolífero negocia em queda: em Nova Iorque, o WTI afunda 6,69%, para 31,65 dólares; o Brent, negociado em Londres e que é referência para Portugal cai 5,49%, para 34,08 dólares.

A negociar no vermelho estão também o BCP (-1,63%), a Jerónimo Martins (-1,17%), a Sonae (-1,11%), a EDP (0,72%) e os CTT (0,49%).

Já do lado dos ganhos, destacam-se os títulos da Ibersol, que somam 3,68%. A Ibersol tem intrigado os investidores. Segundo os analistas do BPI Online, depois das quedas acentuadas (de 60%) entre finais de fevereiro e meados de maio, devido ao encerramento forçado das cadeias de fast food que gere em Portugal (como o Burger King, Pizza Hut e KFC), “a ação recuperou 63%, sendo que os maiores ganhos foram acumulados nas últimas duas sessões”.

“Adicionalmente, a média do volume negociado dos últimos dois dias é três vezes superior ao volume médio diário
registado este ano”, notam. No dia 18 de maio, os cafés e os restaurantes reabriram com limitações e, no próximo dia 1 de junho, reabrem os centros comerciais, “o que contribuirá para normalizar a atividade da Ibersol, embora num novo contexto de funcionamento”, acrescentam os analistas do BPI Online.

A negociar no verde estão também a Corticeira Amorim (0,65%), a NOS (0,12%), a REN (0,21%) e a Sonae Capital (1,52%).

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