PSI-20 acompanha generalidade da Europa e fecha a ganhar 0,27%

A bolsa lisboeta não destoou da generalidade dos ganhos na Europa, com os investidores a manterem a aposta numa manutenção da política monetária acomodatícia.

O PSI 20 fechou a primeira sessão da semana no verde, tal como a maioria das principais praças europeias, com os investidores a apostarem na manutenção de uma política monetária acomodatícia de apoio à recuperação económica, tal como sinalizou na última semana Jerome Powell no caso norte-americano.

O índice lisboeta subiu 0,27%, fechando nos 5.340 pontos. O IBEX 35 foi a exceção aos ganhos na generalidade das praças europeias, ao perder 0,60% depois de um aumento inesperado da inflação em agosto. O índice de Madrid fechou nos 8.869 pontos.

Já Frankfurt viu o DAX 30 encerrar avançando 0,19%, chegando até aos 15.882 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, ganhou uns meros cinco pontos, fechando com 6.687. Em Londres, o FTSE 100 esteve fechado.

O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,10% até aos 472,76 pontos, mantendo-se perto dos máximos históricos cifrados já este mês.

O destaque no PSI 20 foi para a Altri, a única cotada a ultrapassar os 2% de ganhos, fechando a valorizar 2,1%. Também Jerónimo Martins e Semapa se destacaram, ganhando 1,5%. Por outro lado, a Pharol registou as maiores perdas do dia, recuando 2,2%, seguindo-se BCP e Corticeira Amorim, cada uma perdendo 1,4%.

As bolsas europeias mantiveram, na sua generalidade, a boa prestação recente, apesar das preocupações com a variante Delta e o seu impacto na situação sanitária global.

As cotadas energéticas fecharam o dia com ganhos, isto apesar do recuo dos máximos de três semanas no preço do barril de crude e de Brent, depois de a tempestade tropical Ida ter afetado a produção de petróleo nos Estados Unidos.

Também os sectores químico, tecnológico e dos media avançaram no dia, enquanto que a área do alojamento e turismo voltou a ser a mais penalizada do dia, depois das notícias que apontam para a necessidade de instaurar restrições de viagem a cidadãos não vacinados na União Europeia.

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