Quais são as despesas que mais pesam na carteira dos portugueses?

O Barómetro Deco Proteste permitiu identificar as despesas que mais fazem tremer a estabilidade financeira das famílias portuguesas: Casa, saúde e alimentação são as áreas que asfixiam mais o orçamento. Mas há outros ítems que são fonte de preocupação.

– Habitação: a manutenção da casa é um encargo que 55% têm dificuldade em pagar e, para quase 50%, fazer face às contas da luz, da água e do gás também é um problema.

Saúde: os constrangimentos atingem 45% das famílias. Mas os encargos com as idas ao dentista, as despesas com óculos ou aparelhos auditivos são dificeis de suportar para 59% dos portugueses.

Alimentação: a maioria afirma não ter dificuldades em pôr comida na mesa, mas quase um terço das famílias têm de fazer restrições. Colocar carne e peixe na mesa, por exemplo, é díficil para quase metade dos agregados familiares.

Mobilidade: nesta rúbrica, 47% dos inquiridos dizem enfrentar dificuldades e isso deve-se sobretudo aos encargos com o automóvel, uma limitação para uma elevada percentagem (68%). Já no que diz respeito às despesas com transportes públicos, as dificuldades afetam um quarto dos agregados.

Educação: Para 32% das famílias, está longe de ser fácil arcar com as despesas de educação, sobretudo do ensino superior.

– Tempos livres: Para 47% dos portugueses, lazer e cultura são luxos difíceis de financiar. Para dois terços, fazer férias fora de casa é uma miragem. E até as escapadinhas de fim de semana ficam fora do radar de 60% das famílias. Ir a concertos, ao cinema ou ao teatro, são atividades que, para 26%, estão praticamente fora de questão.

Ler mais

Relacionadas

77% das famílias portuguesas veem-se aflitas para pagar contas

A conclusão é do primeiro Barómetro Deco Proteste.

Mais de 30% das famílias monoparentais vivem em situação de pobreza

As dificuldades financeiras e a falta de margem para fazer face a todas as despesas afetam 32% das famílias monoparentais.
Recomendadas

IRS: Novas retenções dão um euro por mês em salários de 750 euros. Já salários de 5.000 euros têm ganho mensal de 35 euros. Veja as simulações

As tabelas de retenção da fonte, que detalham a aplicação do alívio fiscal que consta no Orçamento do Estado, foram hoje publicadas em dezembro, chegando a tempo do processamento dos salários de janeiro. Veja aqui as simulações da EY sobre o impacto efetivo da redução das taxas nos rendimentos das famílias, nos diversos escalões de rendimentos.

Taxas de retenção: Alívio no IRS dá 3,8 euros por mês num salário médio

Tabelas de retenção do IRS já foram publicadas. Trabalhadores dependentes já podem calcular quanto irão descontar todos os meses. Para um salário mensal médio de 1.266 euros, solteiros têm um ganho mensal inferior a quatro euros o que perfaz um aumento do rendimento disponível anual de 53,2 euros. Para casais com mesmo salário e dois filhos ganho anual é de 56 euros.

Salários até aos 686 euros ficam isentos de IRS em 2021

Retenção de IRS começa para quem ganha mais de 686 euros. Alívio no imposto do próximo ano que reflete a redução as taxas de retenção na fonte do IRS no início de 2021. Medida abrange dois milhões de contribuintes e contempla uma redução média (e progressiva) de 2% nas retenções. Trabalhadores dependentes já podem calcular quanto irão descontar todos os meses.
Comentários