“Quando escolhemos a esperança, tudo é possível”

A esperança está relacionada com um pensamento otimista, mas também com expetativas positivas quanto ao futuro. É sobretudo uma caraterística ou competência orientada para a ação e para o acreditar com convicção e com motivação de que vamos conseguir atingir os nossos objetivos.

A minha busca por um tema para este artigo, confesso, não foi fácil. Porém, nas minhas pesquisas em busca de uma ideia encontrei o Diwali. Já ouviram falar desta celebração? Também conhecida por o Festival das Luzes?

Apesar de já ter ouvido falar deste festival sou sincera em reconhecer que nunca lhe dei particular atenção, isto, até ao dia de hoje. O Diwali ou o Festival das Luzes é uma tradição hindu (e de algumas outras religiões) que por estes dias acontece, sobretudo no oriente e nas suas comunidades espalhadas por esse mundo fora. O Diwali é uma celebração com uma particularidade muito interessante e aquela que me cativou: é um festival onde se celebra a vitória da “luz sobre a escuridão”, do bom sobre o mau e do conhecimento sobre a ignorância. Apesar de saber que as origens e muitas das tradições deste festival são de teor religioso, não é isso que hoje quero focar. Gostaria sim, de enfatizar o seu significado mais amplo e que, para mim, é a esperança que esta celebração traduz.

Neste momento, em que voltamos a viver uma situação desafiante, com novos confinamentos e medidas restritivas à vista, com uma “nova” queda económica a “espreitar”, o significado de esperança que este festival traz consigo é, no mínimo, reconfortante. O mundo vive um grande momento de “escuridão”, mas tal como acontece neste festival onde se acedem milhares de luzes, milhares de velas, milhares de pequenas lâmpadas, existe uma “luz de esperança” de que “vai ficar tudo bem”. Esta expressão “vai ficar tudo bem”, imensamente proclamada ao longo desta pandemia, é também ela uma mensagem não só de otimismo e de coragem, mas, sobretudo de esperança.

A esperança, um conceito também psicológico, ajuda-nos a manter a confiança em momentos de “escuridão” e guia-nos para o continuar do nosso caminho mesmo face às adversidades. Synder (2002, p.269) numa analogia entre o arco-íris frequentemente considerado como um símbolo de esperança refere que “A rainbow (…)lifts our spirits and makes us think of what is possible. Hope is the same – a personal rainbow of the mind”.  Numa procura por algumas evidências científicas sobre a importância da esperança, encontrei estudos que indicam que esta aumenta o bem-estar (Rand & Cheavens, 2012), tem capacidade preditora deste último na população mais jovem (Ciarrochi, Parker, Kashdan, Heaven, & Barkus, 2015) e está positivamente relacionada com a satisfação com a vida, para além de puder ser também um preditor desta última (Roesch & Vaughn, 2006; Bailey, Eng, Frisch & Snydert, 2007). Mas as “vantagens” do sentir ou do vivenciar esperança não se ficam por aqui! Reichard, Avey, Lopez e Dollwet (2013), numa meta-análise, referem que a esperança, o desempenho no trabalho e o bem-estar estão positivamente e estatisticamente correlacionados, e concluem que conceitos como a esperança têm um papel fundamental na compreensão e na previsão do comportamento dos trabalhadores. Também Cheavens, Heiy, Feldman, Benitez e Rand (2018) concluíram que indivíduos com mais esperança estão mais predispostos a envolver-se em comportamentos de fixação de objetivos bem-sucedidos. Ora, a esperança é assim muito mais do que apenas uma atitude para com a vida. A esperança está relacionada com um pensamento otimista, mas também com expetativas positivas quanto ao futuro. É sobretudo uma caraterística ou competência orientada para a ação e para o acreditar com convicção e com motivação de que vamos conseguir atingir os nossos objetivos. Nesta linha de pensamento, com um mindset de esperança não só nos sentimos melhor como também produzimos mais. E, não serão estes dois “estados” fundamentais não só para o desenvolvimento pessoal como também profissional? Se somarmos “dois mais dois” poderemos inferir que a esperança poderá ser um fator determinante e até diferenciador na consecução de objetivos, por isso, não fará sentido, apostar no desenvolvimento deste tipo de variáveis em contextos de trabalho e desta forma aumentar a produtividade laboral de uma forma positiva? O famoso ator Christopher Reeve disse um dia que “quando escolhemos a esperança, tudo é possível”. Por isso porque não promover um “Diwali” de esperança nas nossas próprias vidas ou até quem sabe nas nossas organizações? Não temos nada a perder, mas tudo a ganhar….por isso….porque não tentar?

 

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