“Quarta-feira ao fim da manhã”. Marcelo marca tomada de posse do Governo

“Logo a seguir será convocada a primeira reunião da Assembleia da República que, se ocorrer, como se espera, na terça-feira, isso significa que na quarta-feira ao fim da manhã teremos a posse, e desejavelmente de todo o Governo”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

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Hugo Delgado/Lusa

Com os votos dos portugueses e dos emigrantes no estrangeiro todos contados, o Governo vai tomar posse na próxima quarta-feira, 23 de outubro. O Presidente da República que indigitou António Costa como primeiro-ministro afirma que a posse “será quarta-feira ao fim da manhã”.

“Decorre agora o período de eventual apresentação de recursos, de 24 horas”, após a contagem e apresentação dos votos dos emigrantes que residem em países estrangeiros. “Logo a seguir será convocada a primeira reunião da Assembleia da República que, se ocorrer, como se espera, na terça-feira, isso significa que na quarta-feira ao fim da manhã teremos a posse, e desejavelmente de todo o Governo, portanto, de todos os ministros e de todos os secretários de Estado”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

No Palácio de Belém, o Presidente da República sustentou que o mais importante “é que temos a composição definitiva da Assembleia da República”. “Temos todas as condições para o arranque efetivo da nova legislatura, com o arranque da Assembleia da República convocada pelo senhor presidente da Assembleia da República e com a nomeação e posse do Governo, já na próxima semana”, sustentou.

Abstenção mais alta de sempre

Só com os votos todos contados foi possível auferir o número de abstenção total e se o Partido Socialista conseguiria mais votos. O XXII Governo da República Portuguesa conseguiu a taxa de abstenção mais elevada de sempre, com um recorde de 51,43%.

“Já sabíamos que ao alargar o eleitorado com os nossos compatriotas no estrangeiro significava que mesmo que aumentasse o número que votantes, que aumentou imenso, isso levaria a que o valor global subisse também”, declarou.

Agora, Marcelo Rebelo de Sousa revelou que a tomada de posse do Governo “vai permitir acelerar a apresentação do Programa do Governo, a sua apreciação no Parlamento”, sendo que Portugal se está a aproximar de outras democracias europeias, onde se verificam eleições e “o mais rápido possível há Governo a governar”.

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