Quase 600 empresas fecharam portas em setembro

Insolvências sobem 10,1% em setembro face ao período homólogo de 2017, refletindo o total de processos encerrados. Constituição de novas empresas cai 2,7%.

As insolvências em setembro registam um aumento de 10,1% (55 insolvências) para um total de 598. O valor acumulado apresenta-se superior a 2017 em mais 231 insolvências, para um total de 4.714, o que traduz um incremento de 5,2% face ao período homólogo do ano anterior, segundo a análise da Iberinform, filial da Crédito y Caución, divulgada esta quinta-feira.

Até final do terceiro trimestre de 2017 foram as declarações de insolvência que apresentam o valor mais elevado com um total de 2.573, mais 231 que em 2017 (numa subida de 12,1%), o que traduz a conclusão de um processo de insolvência independentemente da data da sua apresentação.  Até final de setembro, as declarações de insolvências requeridas diminuem 3,2% (menos 35), enquanto as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas aumentam 2% e os encerramentos com plano de insolvência caem 37,2%.

Lisboa e Porto são os distritos com mais ações de insolvência, 1.248 e 1.078 respetivamente, e no seu conjunto representam 49,4% do total nacional. No comparativo com 2017, verifica-se uma diminuição de 0,2% em Lisboa e um aumento de 19,1% no Porto.

Em 2018, até ao final do terceiro trimestre, os distritos com maiores aumentos são Angra do Heroísmo, com um aumento de 166,7%, Beja com uma subida de 68,4%, Guarda (64,9%), Horta (60%), Castelo Branco (46,2%) e Faro (35%). Estes distritos representam 7,6% do total nacional. No sentido oposto, as diminuições mais significativas registam-se na Madeira que revelou uma descida de 21,1%, Setúbal com um recuo de 17,4%, Leiria (15,6%), Évora (15,5%) e Viseu (14,8%). No conjunto, estes distritos perfazem 14,9% do total de insolvências.

No acumulado, 15 distritos aumentam as ações de insolvência (56,9% do total) e seis diminuem (41,4%). Apenas Viana do Castelo, que representa 1,7% do total do país, mantém um resultado idêntico ao de 2017 (79 insolvências).

Novas empresas: acumulado continua positivo e acima das 30 mil

A criação de novas empresas em setembro baixa de 3.254 em 2017 para 3.165 em 2018, menos 89 empresas constituídas em termos homólogos (numa descida de 2,7%). No entanto, o acumulado é positivo com um aumento de 9,5% face a 2017 para um total de 34.001 novas empresas.

O número mais significativo de constituições regista-se em Lisboa com 11.808 empresas, valor que traduz um aumento de 15% em relação a 2017. O Porto também apresenta um valor elevado de 6.073 empresas, tendo aumentado 12,8%, seguido de Setúbal (2.542 empresas, com um aumento de 20,2%), Braga (2.457 empresas, subindo 8%), Faro (1.900 empresas, mais 8,9%), Aveiro (1.510, 0,3%), Leiria (1.249, 5,4%), Coimbra (895, 2,9%) e Madeira (815, 3,6%).

As descidas mais significativas acontecem na Horta, numa queda de 34,5%, Portalegre com menos 24,7%, Beja onde desceram 16,1% e Bragança (menos 15%).

Agricultura Caça e Pesca é a atividade com a descida mais significativa de 25,3% em relação a 2017. Apenas mais dois setores apresentam diminuições: Telecomunicações (menos 2,4%) e Comércio a Retalho com uma descida de 1,5%. Os aumentos mais expressivos registam-se nos setores dos Transportes, onde aumentam 54,6%, Indústria Extrativa (com registo de mais 29,4%) e Construção e Obras Públicas (19,5%).

Os setores com maior peso em termos de constituições em 2018 são: Outros Serviços (47,7% do total nacional), Hotelaria e Restauração (11,7%), Construção e Obras Públicas (9,5%) e Comércio a Retalho (8,2%).

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