Quase metade das instituições sociais portuguesas não sabem o que fazer com os dados que recolhem, concluí estudo

A falta de recursos financeiros e técnicos constitui um entrave à utilização deste tipo de ciência, que é também ainda largamente incompreendida entre as organizações sociais portuguesas.

Staff/Reuters

Quase metade das instituições sociais portuguesas não sabem como otimizar a sua atividade com o recurso aos dados que recolhem, conclui um estudo da NOVA SBE. O relatório mostra ainda que mais de três quartos das organizações em causa não estão familiarizadas com o conceito de ciência de dados, sendo que menos de 10% reportam ter os recursos financeiros ou técnicos para a sua implementação.

Em média, a maioria das organizações diz pretender basear a sua tomada de decisão em dados, mas não planeia implementar sistemas de ciências de dados no curto-prazo. O estudo, em parceria com o BPI e a Fundação “la Caixa”, mostra a resistência das instituições em causa em fazer uso da ciência de dados na sua operação, apesar da grande maioria reportar já fazer, de alguma forma (82% de forma física ou 68% digital), recolha de dados.

No entanto, 57% dos inquiridos afirmou não saber como tratar e processar esta informação de forma eficiente e útil. Um motivo que contribui para este resultado é o facto de apenas 14% das instituições envolvidas no inquérito terem recebido formação em transformação digital.

Ainda assim, após uma explicação das vantagens e utilidades deste tipo de ciência, a grande maioria (78%) dos órgãos diz conseguir ver o benefício da sua implementação em geral, com mais de metade (53%) a identificar ganhos para a sua atividade em específico.

O estudo conclui ainda que as principais barreiras ao uso deste tipo de ciência são a falta de recursos. Tanto do lado financeiro (7%), como do técnico (9%), as percentagens de instituições que se declaram preparadas para implementar a ciência de dados como ferramenta do dia-a-dia é baixa.

Recomendadas

Trabalhadores não policiais do SEF estão hoje em greve

O presidente do sindicato explicou que não existe no SEF uma carreira para o pessoal não policial e são estes funcionários que estão “na primeira linha da imigração em Portugal”.

OE2021: Federação sindical pediu alterações ao BE e ao PS

A Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) pediu hoje aos deputados do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista que proponham alterações ao Orçamento do Estado (OE) para 2021 que respondam às reivindicações dos funcionários públicos.

Covid-19: Bastonária dos farmacêuticos diz que Saúde falhou planeamento do inverno

A bastonária dos farmacêuticos defendeu hoje que o país, nomeadamente a área da Saúde, falhou a preparação do período de outono-inverno e criticou a “comunicação bastante irregular” que tem sido feita da pandemia, que não se combate com “normativos”.
Comentários