O mercado de trabalho tem exigido cada vez mais competências técnicas aos trabalhadores, um requisito que é uma barreira para muitos dos desempregados em Portugal, uma vez que a grande parte tem uma escolaridade abaixo do ensino secundário.
De acordo com uma análise da Randstad Portugal, em novembro existiam 148.994 pessoas desempregadas sem nível de instrução ou apenas com a conclusão do 3º ciclo do ensino básico, o que corresponde a 49,8% da população desempregada.
O número de desempregados licenciados caiu 4,2% face ao mês anterior, contudo o número de inscritos em todos os escalões de ensino básico aumentou. A barreira das competências contribuiu para o desemprego de longa duração, que afeta 113.535 pessoas.
Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad Portugal, afirma que “novembro confirma a resiliência do mercado de trabalho com um recorde histórico no emprego. Contudo, os dados revelam uma preocupação central: metade dos nossos desempregados não concluiu o ensino secundário”.
“Este desajuste de competências trava a capacidade de reconversão e a resposta à escassez de talento, tornando urgente o foco em políticas de qualificação que permitam a estes profissionais aceder a postos de trabalho mais estáveis”, refere.
Apesar do desemprego, o mercado de trabalho alcançou um valor histórico em novembro, com a população empregada a superar, pela primeira vez, a barreira dos 5,3 milhões de pessoas.
A taxa de desemprego desceu 0,1 pontos percentuais em novembro, fixando-se nos 5,7%. Esta descida foi transversal à maioria dos grupos, contudo o desemprego jovem registou um aumento de 2% face a outubro.
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