Queixas sobre serviços de comunicações quebram 11% no primeiro semestre. Foram feitas 43 mil reclamações

No setor das comunicações eletrónicas, registaram-se 32 mil reclamações, menos 13% do que em igual período de 2018, enquanto no sector postal as queixas caíram 5% para as 10,7 mil.

As queixas relativas aos serviços de comunicações (eletrónicas e postal) decresceram 11%, para as 43 mil reclamações, no primeiro semestre do ano, fez saber a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) esta terça-feira, 1 de outubro. No setor das comunicações eletrónicas, registaram-se 32 mil reclamações, menos 13% do que em igual período de 2018, enquanto no sector postal as queixas caíram 5% para as 10,7 mil.

Entre as operadores de telecomunicações, a Meo foi a campeã das reclamações ao ser alvo de 37% de um universo de 32 mil queixas apresentadas à Anacom. Ainda assim, face ao semestre homólogo, a empresa detida pela Altice Portugal foi a única cujo volume de queixas diminuiu, aponta a Anacom. Nos primeiros seis meses de 2018, a Meo registou um aumento de 105% nas queixas.

Já a Nos foi mencionada em 34% dos casos e a Vodafone em 25%. Do total das 32 mil reclamações que chegaram ao regulador, no sector das comunicações eletrónicas, 4% visavam a Nowo/Oni.

“A faturação de serviços foi o assunto mais reclamado no sector das comunicações eletrónicas, sendo referido em 31% das reclamações”, indica a Anacom em comunicado.

No setor postal, 86% das queixas visaram os CTT, o que corresponde a 9,2 mil reclamações do total de 10,7 mil queixas. “As reclamações dos CTT registaram uma redução de 12% face ao semestre homólogo”, lê-se na nota da Anacom. A Chronopost foi o segundo operador postal mais reclamado, com 7% das reclamações do sector.

Neste setor, as reclamações respeitaram sobretudo problemas com a entrega de objetos postais no domicílio e com o atraso na entrega de objetos postais.

“A Anacom considera muito relevante a redução verificada e espera que a trajetória de descida se mantenha para o futuro, em linha com as ações que tem desenvolvido com vista a assegurar uma proteção máxima dos direitos dos utilizadores das comunicações, em todo o território e, em especial, junto das populações mais vulneráveis”, sustenta o comunicado.

Os números agregam as reclamações registadas no livro de reclamações, físico e eletrónico, bem como as que foram enviadas diretamente ao regulador, excluindo as situações em que os utilizadores, “por opção própria ou por recomendação dos operadores, tenham estabelecido um contacto através de email, de carta, do call center ou presencialmente”.

O organismo presidido por João Cadete de Matos diz que o livro de reclamações físico foi utilizado em 48% do total de queixas, seguido do livro de reclamações eletrónico. Os meios que a Anacom disponibiliza para a apresentação de reclamações foram utilizados em apenas 7% do total de queixas registadas.

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