Quem paga a guerra comercial? Sobretudo as empresas chinesas, revela estudo

Introdução das tarifas norte-americanas aos produtos chineses tem consequências sobretudo para a dinâmica das empresas exportadoras chinesas e não para os consumidores ou empresas norte-americanas, segundo estudo do EconPol.

Guerra Comercial EUA-China

A guerra comercial entre os EUA e a China é um dos principais riscos no cenário internacional, afetando o crescimento económico global. Mas um novo estudo revela que o principal custo económico recai sobretudo sobre as empresas chinesas.

Num artigo intitulado “Who is paying for the trade war with China?”, publicado pelo European Network for Economic and Fiscal Policy Research (EconPol), Benedikt Zoller-Rydzek e Gabriel Felbermayr defendem que a introdução das tarifas norte-americanas aos produtos chineses tem consequências sobretudo para a dinâmica das empresas exportadoras chinesas e não para os consumidores ou empresas norte-americanas.

Os analistas verificaram que um aumento de 25 pontos percentuais nas tarifas norte-americanas sobre os produtos chineses se reflete num aumento dos preços no consumidor nos EUA, em média, de apenas 4,5%, enquanto que o preço que as empresas chinesas pagam ao produtor cai 20,5%.

“O governo dos EUA tem imposto estrategicamente taxas de importação sobre bens com elevada elasticidades de importação, o que transfere uma grande parte do encargo exportador”, sublinha o estudo.

Segundo os dados analisados, as empresas chinesas pagam aproximadamente 75% da carga tarifária, sendo que as tarifas diminuiram 37% das exportações chinesas de bens para os Estados Unidos, com o défice comercial entre os dois países a cair 17%.

“Através da sua escolha estratégica de produtos chineses, o governo dos EUA não só era capaz de minimizar os efeitos negativos sobre os consumidores e as empresas norte-americanas, mas também criar ganhos substanciais para o bem-estar nos EUA”, concluem.

Ler mais

Recomendadas

Governo assina protocolo com a Google para fomentar competências digitais e empreendedorismo

O memorando de entendimento foi assinado esta terça-feira e engloba três âmbitos: desenvolvimento de competências digitais e empregabilidade; startups e Inteligência Artificial. “É significativo, porque um líder mundial nestas tecnologias coloca ao serviço da nossa comunidade um conjunto de ferramentas essenciais para que o mundo digital seja cada vez inclusivo e ao alcance de todas as organizações”, disse o ministro Pedro Siza Vieira.

TAP vai receber 447 milhões do empréstimo estatal até ao final de 2020

Até ao momento, foram pagos 499 milhões de euros pelos cofres públicos à TAP e o restante valor dos empréstimo inicial de 946 milhões será pago até ao final deste ano.

Fiat Chrysler e PSA concluem administração da empresa que resultará da sua fusão

John Elkann será o presidente, Robert Peugeot o vice-presidente e Carlos Tavares o presidente executivo (CEO).
Comentários