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Quénia promete defender energicamente a eliminação das tarifas anunciadas por Trump

“Embora as tarifas possam estar entre as mais baixas, vamos defender firmemente a sua eliminação”, disse Korir Sing’Oei na sua conta da rede social X.
U.S. President Donald Trump speaks in the East Room of the White House in Washington, U.S., November 4, 2020. REUTERS/Carlos Barria/File Photo
3 Abril 2025, 16h29

O Quénia vai defender “energicamente” a eliminação das tarifas de 10% anunciadas na quarta-feira pelo Presidente dos Estados Unidos contra o país, disse hoje o secretário principal (vice-ministro) dos Negócios Estrangeiros do Quénia.

“Embora as tarifas possam estar entre as mais baixas, vamos defender firmemente a sua eliminação”, disse Korir Sing’Oei na sua conta da rede social X.

Entre os países africanos para os quais o Presidente norte-americano anunciou tarifas encontram-se a África do Sul (30%), Madagáscar (47%), Angola (32%), Nigéria (14%), Namíbia (21%), Moçambique (16%), Zâmbia (17%), República Democrática do Congo (11%), Camarões (11%) e Zimbabué (18%).

Além disso, definiu tarifas de 10% para o Quénia, Etiópia, Gana, Senegal, Tanzânia, Uganda, Gabão, Libéria, Ruanda e Serra Leoa, entre outros.

“Além disso, dado que a AGOA é um enquadramento do Congresso [norte-americano] para o acesso ao mercado dos EUA para os exportadores africanos, acreditamos que, até que a lei expire no final de setembro de 2025, ou a menos que o Congresso a revogue antes, as novas tarifas impostas pelo Presidente Trump não serão imediatamente aplicáveis ”, acrescentou.

Sing’Oei referia-se à Lei do Crescimento e das Oportunidades para África (AGOA), um programa de acesso preferencial ao comércio, que beneficia mais de 30 países africanos, incluindo o Quénia, um aliado próximo dos EUA em África e uma das principais economias orientais do continente.

Durante um grande evento na Casa Branca, na quarta-feira, Trump, que apelidou a data como o “Dia da Libertação” para os EUA, impôs uma tarifa mínima de 10% a dezenas de países em todo o mundo e uma taxa adicional aos que Washington considera “piores infratores” pelas suas barreiras aos produtos norte-americanos.

“Este é um dos dias mais importantes, na minha opinião, da história dos Estados Unidos. É a nossa declaração de independência económica”, sublinhou.


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