Rácio de crédito malparado na banca desceu de 15% para 11%, analisa Fitch

A Fitch alertou para a exigência do Banco Central Europeu (BCE) de uma maior cobertura para os NPL mais antigos, o que pode afetar a rentabilidade do setor. O rácio de cobertura do malparado estava acima de 50% no fim do ano, de acordo com o organismo.

O rácio de crédito malparado na banca portuguesa desceu para 11% no final de 2018, face aos 15% que registava no período homólogo, segundo adiantou hoje a agência de ‘rating’ Fitch.

“2018 foi outro ano de limpeza significativa nos balanços dos grandes bancos portugueses. O rácio de ‘non performing loans’ [NPL, ou malparado] desceu para cerca de 11% no final do ano [depois de estar] perto de 15% no fim de 2017, valores ainda superiores aos dos mercados internacionais comparáveis”, realçou a Fitch.

“Uma mistura de remédios, liquidações e vendas ativas do portfolio explicam a melhoria” avançou a mesma nota, realçando ainda que as instituições bancárias nacionais podem aproveitar “o ambiente económico e político benigno em 2019 para acelerar a redução dos ativos problemáticos, incluindo no imobiliário”.

A Fitch alertou para a exigência do Banco Central Europeu (BCE) de uma maior cobertura para os NPL mais antigos, o que pode afetar a rentabilidade do setor. O rácio de cobertura do malparado estava acima de 50% no fim do ano, de acordo com o organismo.

A Fitch reconheceu, no entanto, que aumentar a rentabilidade no setor pode ser um desafio.

“As receitas agregadas dos maiores bancos portugueses caíram em 2018”, recordou a agência, sobretudo devido a uma pressão contínua dos juros, menos ganhos em títulos e vendas negativas de NPL.

Ainda assim, as instituições conseguiram, na sua maioria, apresentar lucros graças a uma queda de 50% nos encargos com imparidades e menos provisões não recorrentes.

“Esperamos que a concorrência pelos preços se mantenha agressiva, naquilo que acreditamos ser um mercado com excesso de bancos, com previsões de crescimento limitado no crédito entre 2019 e 2020”, referiu a Fitch.

A organização realçou ainda a melhoria dos rácios de solvabilidade dos bancos desde 2016, mas as almofadas de capital “ainda são limitadas” em muitos casos.

Ler mais
Recomendadas

António Horta Osório vai ser Chairman do Credit Suisse

Horta Osório será eleito Presidente do Conselho de Administração do Credit Suisse em maio. O banco está presente em Portugal. A nomeação será rápida, já que sendo um banco suíço não precisa de passar pela morosa avaliação do BCE.

Eurogrupo chega a acordo sobre reforma do MEE e ‘backstop’ para Fundo Único de Resolução

Os ministros das Finanças da zona euro chegaram hoje a acordo sobre a reforma do Mecanismo Europeu de Estabilidade e a introdução de uma rede de segurança no Fundo Único de Resolução, medidas que permitirão atenuar futuras crises.

BCE autoriza João Pedro Oliveira e Costa como CEO do BPI

Depois de ser autorizado pelo BCE, o CaixaBank aprovou esta segunda-feira por unanimidade a composição dos órgãos sociais do BPI para o mandato de 2020-2022. João Pedro Oliveira e Costa sucede oficialmente a Pablo Forero.
Comentários