Rainha Isabel II já tem discurso preparado para anunciar Terceira Guerra Mundial

O discurso já está preparado há mais de três décadas. Originalmente terá sido escrito em 1983, no auge da Guerra Fria, e foi divulgado em 2013 ao abrigo da lei britânica que permitem a revelação de documentos secretos com mais de trinta anos.

A Coreia do Norte disparou na madrugada de sexta-feira um novo míssil balístico, apenas três dias depois de o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar um endurecimento das sanções aplicadas a Pyongyang. Este foi o segundo míssil lançado no espaço de um mês e à medida que os testes nucleares se vão sucedendo, a tensão geopolítica do país com os Estados Unidos e os seus aliados tem vindo a aumentar.

Embora o cenário de uma Terceira Guerra Mundial venha a ser afastado pelos Estados Unidos e pela ONU – que têm adotado um discurso mais cauteloso preferindo encetar novas conversações com o regime norte-coreano –, a rainha britânica, Isabel II, já tem um discurso preparado para a eventualidade de espoletar um conflito na região.

Na verdade, o discurso já está preparado há mais de três décadas. Originalmente terá sido escrito em 1983, no auge da Guerra Fria, e foi divulgado em 2013 ao abrigo da lei britânica que permitem a revelação de documentos secretos com mais de trinta anos.

Alguns aspetos já estão desatualizados – como é o caso do segundo filho mais velho da rainha, Andrew, duque de York, já não serve na Marinha Real britânica – mas o texto de anúncio da Terceira Guerra Mundial da rainha continua a ser um texto coeso e aplicável aos tempos atuais.

O texto foi escrito para ser lido ao meio-dia na sexta-feira, 4 de março de 1983. Na altura, a União Soviética (atual Rússia) e aliados do Pacto de Varsóvia, lançaram um ataque com armas químicas contra o Reino Unido, ao qual a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) respondeu com uma incursão nuclear. A rainha Isabel II começa o discurso por lembrar as alegrias do Natal antes de apelar ao britânicos para que se mantenham unidos durante a Terceira Guerra Mundial, que nunca foi além das disputas e conflitos entre a União Soviética e os Estados Unidos.

Quando falei com vocês há menos de três meses, todos nós desfrutávamos do calor e do companheirismo de mais um Natal em família. Os nossos pensamentos estavam concentrados nos fortes laços que ligam cada geração aos que vieram antes e aqueles que seguirão. Os horrores da guerra não poderiam parecer mais remotos, pois a minha família e eu compartilhamos a nossa alegria de Natal com a crescente família da Commonwealth.

Agora, essa loucura de guerra está-se a espalhar pelo mundo e o nosso país deve-se preparar novamente para sobreviver face a grandes incertezas.

Nunca esqueci a tristeza e o orgulho que senti quando a minha irmã e eu nos abraçamos ao redor do berçário, a ouvir as palavras inspiradoras do meu pai [George VI] naquele fatídico dia em 1939 [em que se iniciou a Segunda Guerra Mundial]. Em nenhum momento eu poderia imaginar que esta tarefa solene, porém terrível, cairia um dia sobre mim.

Todos sabemos que os perigos que enfrentamos hoje são maiores do que em qualquer momento na nossa longa história. O inimigo não é mais o soldado armado nem mesmo o piloto a rondar os céus acima das nossas cidades, mas o poder mortal da tecnologia adulterada.

Mas, independentemente dos terrores que esperam por todos nós, as qualidades que ajudaram a manter a nossa liberdade intacta duas vezes durante esse século triste serão mais uma vez a nossa força, O meu marido e eu compartilhamos com as vossas famílias o medo que sentimos pelos nossos filhos e filhas, maridos e irmãos que deixaram os seus lares para servir ao seu país. O meu amado filho Andrew está neste momento em ação na Marinha Real britânica e oramos continuamente pela sua segurança e pela segurança de todos os militares e mulheres, em casa e no exterior.

É este vínculo estreito da vida familiar que deve ser a nossa maior defesa contra o desconhecido. Se as famílias permanecem unidas e resolutas, dando abrigo às pessoas que vivem sozinhas e desprotegidas, a vontade do nosso país de sobreviver não pode ser quebrada.

A minha mensagem para vocês, portanto, é simples. Ajudem aqueles que não se podem ajudar a si mesmos, confortem os que estão sozinhos e os sem-abrigo e façam com que as vossas famílias se tornarem o foco da esperança e da vida para aqueles que precisam disso.

Ao nos esforçarmos juntos para combater este novo mal, oremos pelo nosso país e pelos homens de boa vontade onde quer que estejam.

Que Deus vos abençoe a todos.

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