RAR reestrutura Colep dividindo-a em duas empresas

O Grupo RAR, acionista único da Colep, manterá uma posição de 100% do capital social nas novas empresas. Vitor Neves, atual CEO da Colep será o futuro Chairman das duas novas empresas, e cada uma terá um CEO. A Colep já deu início aos procedimentos legais no sentido de concretizar esta operação.

A Colep, empresa global de embalagens e de contract manufacturing de produtos de consumo, anunciou em comunicado a intenção de separar estes dois negócios, a partir de 1 de julho de 2021, em duas novas empresas, que adotarão as designações de Colep Packaging e Colep Consumer Products.

O Grupo RAR, acionista único da Colep, manterá uma posição de 100% do capital social nas novas empresas. Vítor Neves, atual CEO da Colep será o futuro chairman das duas novas empresas, e cada uma terá um CEO.

A Colep já deu início aos procedimentos legais no sentido de concretizar esta operação.

“Esta separação resulta da constatação de que os negócios da empresa, apesar de se efetuarem em mercados semelhantes, têm dimensões operacionais e estratégicas diferentes”, explica a Colep.

“Os mercados em que a empresa atua exigem níveis crescentes de agilidade e de rapidez de resposta”, explica a empresa do Grupo RAR.

“A separação dos negócios em duas empresas independentes vai possibilitar a cada uma das equipas de gestão o grau de autonomia e capacitação para o desenvolvimento do seu negócio necessários para melhor responderem às exigências e, desta forma, atingir os seus objetivos estratégicos específicos”, reforça a empresa.

Para liderar as novas empresas, a Colep nomeou Paulo Sousa como CEO da Colep Packaging e Pierfranco Accardo como CEO da Colep Consumer Products. Estas nomeações terão efeito a partir de 1 de julho de 2021.

Paulo Sousa é atualmente o managing director da divisão de Packaging “e tem um percurso de sucesso de cerca de 20 anos ao serviço da empresa, em diversas funções de liderança nas áreas comercias e de operações, nas Divisões de Packaging e Consumer Products”, refere a empresa em comunicado.

Já Pierfranco Accardo é Managing Director da Divisão de Consumer Products desde janeiro de 2021 e “apresenta uma carreira de sucesso em consultoria e em contract manufacturing nas áreas da cosmética e cuidado pessoal. Antes de ser quadro da Colep, Pierfranco Accardo foi CEO das empresas italianas Art Cosmetics e Chromavis Fareva”, detalha o comunicado.

A Colep anuncia ainda que a atual Divisão de Healthcare integrará a Colep Consumer Products e continuará a dispor de uma elevada autonomia e a ser liderada pelo Managing Director Christian Schmidt.

Vitor Neves, atual CEO da Colep diz na nota que esta decisão “é muito importante para que as equipas de gestão das novas empresas possam implementar as estratégias necessárias para reforçar o seu posicionamento de mercado”.

“Tenho a certeza de que o Paulo e o Pierfranco trarão toda a sua experiência, conhecimento e entusiasmo para liderar as suas organizações para as fazer crescer e proporcionar os mais elevados níveis de satisfação a todos os seus stakeholders”, conclui o atual CEO.

Ler mais
Recomendadas

Portugal respondeu a Bruxelas sobre atraso na adoção de diretiva das telecomunicações dez dias depois do prazo

A Comissão Europeia está agora a avaliar os argumentos apresentados por Portugal para explicar o atraso na adoção da diretiva europeia. Dos 24 Estados-membro alvo de um processo de infração apenas a Dinamarca concluiu a transposição. Há 15 países na mesma situação que Portugal.

Transportes ferroviários e alfândegas são os principais obstáculos ao desenvolvimento do sector logístico em Portugal

“Relativamente à utilização dos diferentes modos de transporte, continua a verificar-se uma forte dependência do transporte rodoviário, com impactos negativos ao nível da sustentabilidade ambiental”, destaca, em exclusivo ao Jornal Económico, Raul de Magalhães, presidente da Aplog, referindo-se a um das conclusões do estudo feito em parceria com a consultora KPMG.

Lucro da Galp terá disparado 62% no primeiro trimestre com subida do preço do petróleo

A subida para 47 milhões de euros terá sido impulsionada pela unidade exploração e produção de petróleo e gás natural, que segundo o consenso das estimativas de 23 analistas divulgado pela empresa terá registado um aumento homólogo de 46,5% no EBITDA – resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização – para 419 milhões de euros.
Comentários