Mesmo com um aumento de 2,3% na oferta de quartos, a estratégia de qualificação da procura resultou em indicadores financeiros positivos, tais como a receita por quarto disponível, que subiu para 114,46 euros (+2,2%).
O turismo na Área Metropolitana de Lisboa (AML) encerrou o ano de 2025 com uma trajetória de valorização acentuada. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o destino demonstra sinais claros de maturidade ao priorizar a rentabilidade em detrimento do volume, com os proveitos totais a atingirem os 2,16 mil milhões de euros.
Mesmo com um aumento de 2,3% na oferta de quartos, a estratégia de qualificação da procura resultou em indicadores financeiros positivos, tais como a receita por quarto disponível, que subiu para 114,46 euros (+2,2%). Já o preço médio revelou que o alojamento de 3, 4 e 5 estrelas fixou-se nos 155,87 euros (+2,6%). Por sua vez, a ocupação, registou uma variação marginal de -0,3%, refletindo a aposta em visitantes de maior valor acrescentado.
Carlos Moedas, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e da Associação de Turismo de Lisboa, sublinha que o foco para 2026 será a sustentabilidade económica e o impacto positivo no território. “Lisboa entra numa nova etapa: menos centrada no crescimento em volume e assumidamente focada na consolidação de valor ao serviço das pessoas”, afirma o autarca.