Recessão em Angola nos 4,4% este ano e crescimento de 0,6% em 2021

Os analistas da consultora FocusEconomics estimam que a recessão económica em Angola fique nos 4,4%, antecipando uma recuperação para terreno positivo em 2021, ano em que a economia do país deverá crescer 0,6%.

“A economia deverá aprofundar a recessão este ano devido ao duplo choque da pandemia e dos preços baixos do petróleo, mas para o ano o Produto Interno Bruto (PIB) deverá recuperar em linha com a recuperação económica, ainda que mantenha um crescimento marginal”, lê-se na mais recente análise às economias africanas, a que a Lusa teve acesso.

No relatório, os analistas escrevem que “o aumento da dívida pública num contexto de desvalorização do kwanza e de perigo de incumprimento financeiro ameaça a estabilidade macroeconómica e prejudicam a perspetiva de evolução da economia”.

No documento, a FocusEconomics alerta que no primeiro trimestre, a economia deverá ter caído ao triplo da velocidade dos últimos três meses do ano passado, registando de janeiro a março uma contração de 1,8% face aos 0,6% registados de outubro a dezembro de 2019.

“A aceleração da queda da economia surgiu no seguimento de uma contração de dois dígitos no setor do comércio resultante do estado de emergência, que pesou duramente na atividade económica nacional”, aponta-se no documento.

Olhando para além do segundo trimestre, os últimos dados disponíveis, a Focus Economics estima que a recessão tenha abrandado a partir de junho, mas não o suficiente para permitir um crescimento positivo este ano.

Angola registou 46 novos casos e três mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, anunciou no domingo à noite o secretário de Estado para a Saúde Pública de Angola, Franco Mufinda, passando a registar 174 mortos e 4.718 casos.

Em África, há 35.299 mortos confirmados em mais de 1,4 milhões de infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 998.463 mortos e mais de 32,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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