PremiumRedes Sociais: Censura e autorregulação

A decisão de suspender ou banir Donald Trump das redes sociais trouxe uma nova realidade que está longe de ser consensual. Muitos governantes e académicos lembram que a liberdade de expressão é um direito, mas a estreita linha que separa o discurso de ódio e a desinformação, e o poder das ‘grandes tecnológicas’, geram novos desafios à democracia.

Foram muitas as críticas de líderes mundiais à decisão tomada pelo Twitter de banir a conta do ainda presidente norte-americano Donald Trump. A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Emmanuel Macron disseram ser “problemática” e “chocante” a medida da rede social, sublinhando que “direitos como a liberdade de expressão podem sofrer interferências, mas através da lei e dentro da estrutura definida pelo poder legislativo, e não de acordo com decisão corporativa”.

As críticas foram mais longe, com membros dos governos de ambos os países a considerarem que estamos perante uma “oligarquia digital” e que as grandes tecnológicas são “uma das maiores ameaças à democracia”.

Enquanto empresa privada, o Twitter diz ser claro em relação aos conteúdos que permite através dos seus termos de serviço. Ainda assim, a monitorização de publicações é quase uma tarefa hercúlea em que a eficácia fica aquém do proposto, uma vez que centenas de milhões de pessoas utilizam diariamente a rede social. Adicionalmente, não foi a primeira vez que Donald Trump violou os termos de serviço da plataforma, o que dá a ideia de um aproveitamento por parte das redes sociais da posição frágil em que este foi colocado depois de os seus apoiantes invadirem o Capitólio.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Recomendadas

PremiumNuno Palma: “O licenciado Pacheco Pereira é um académico falhado”

Na sequência da polémica levantada pela sua intervenção na Convenção do MEL, o professor da Universidade de Manchester Nuno Palma diz que “não há grande diferença entre Donald Trump e políticos como Pedro Marques, Ana Catarina Mendes, Miguel Costa Matos ou Pacheco Pereira”

PremiumAurélio Pereira: O “olho de ouro” que levou Portugal à glória europeia

“Ver para Crer” é o livro com as histórias mais marcantes do maior caça-talentos da história do futebol português, responsável pela chegada de 62 jogadores à Seleção portuguesa, dez dos quais sagraram-se mesmo campeões da Europa em 2016. Aurélio Pereira singrou na altura em que as camadas jovens eram desvalorizadas e era preciso convencer os clubes a investir.

PremiumBem-estar no trabalho: Em busca de um novo equilíbrio no pós-pandemia

“As pessoas estão a mostrar a sua essência e isso permite aprender lições importantíssimas”. Quem o diz é José Soares, professor de Fisiologia, alertando para a importância de empresas e colaboradores trabalharem juntos para se alcançar um equilíbrio sustentável.
Comentários