Regulador aprova alteração de marca da EDP Distribuição para E-REDES

Em comunicado, o regulador refere que a alteração da imagem e denominação da gestora das redes de distribuição de energia “será implementada de forma gradual, por forma a assegurar a neutralidade de custos para os consumidores de eletricidade”.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) aprovou a mudança de marca da EDP Distribuição para E-REDES a partir de 2021, para “evitar confusões entre as restantes marcas do grupo EDP”, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o regulador refere que a alteração da imagem e denominação da gestora das redes de distribuição de energia “será implementada de forma gradual, por forma a assegurar a neutralidade de custos para os consumidores de eletricidade”.

“Na revisão do Regulamento de Relações Comerciais do setor elétrico (RRC), em 2017, a ERSE impôs um aprofundamento da separação de imagem entre operadores do mesmo grupo, com destaque para o operador da rede de distribuição, em linha com as orientações da Comissão Europeia”, explica.

Segundo acrescenta, “o lançamento simultâneo dos procedimentos dos concursos para a atribuição de concessões municipais de distribuição de eletricidade, em 2017, e que se encontra ainda pendente de conclusão, veio interferir no processo, tendo aconselhado prudência acrescida quanto a alterações sobre ativos em baixa tensão, incluindo a imagem”.

Também em comunicado, a EDP Distribuição confirma ter recebido hoje “luz verde” da entidade reguladora e adianta que o processo de mudança de marca “deverá estar concluído até 31 de janeiro de 2021”, decorrendo depois “um período transitório, até ao final do próximo ano, para concretizar as ações necessárias para a total alteração de imagem”.

“O projeto de mudança será gradual e irá incidir sobre infraestruturas, pontos de atendimento, frota, sistemas de informação, suportes de comunicação e equipamentos de proteção dos operacionais do terreno”, esclarece.

Segundo explica, para além da mudança de nome de EDP Distribuição para E-REDES, a nova marca irá contar também com um logótipo, “cuja linha gráfica será marcada pelo novo nome da empresa a preto com a cor amarela em fundo”.

“Com esta alteração de imagem, que deixa de ter elementos de cor ou ‘design’ comuns a outras empresas do universo EDP, reforça-se também a identificação e a singularidade da operadora de redes de distribuição”, nota.

Até outubro, a EDP Distribuição diz que irá apresentar à ERSE “o projeto detalhado de alteração de imagem, com o objetivo de garantir a transição para a nova marca sem qualquer perturbação para os consumidores, companhias, concessionários, autarquias e outras entidades que se relacionam com a empresa”.

De acordo com a ERSE, a nova imagem proposta pela empresa tem uma “linha gráfica de cor amarelo e a designação comercial ‘E-REDES’, tendo sido determinado que estas “não podem conter elementos gráficos, cromáticos, simbológicos ou comunicacionais comuns com quaisquer outras empresas integradas no grupo EDP, designadamente comercializadores em regime de mercado ou comercializadores de último recurso”.

“Na concretização da diferenciação de imagem, tendo presente as características próprias do processo de concessão da distribuição de energia elétrica em baixa tensão, o operador da rede de distribuição deve encetar as suas ações de diferenciação de imagem sem prejudicar ou condicionar, por qualquer meio ou forma, a concretização dos processos de concurso, abstendo-se de adotar qualquer atuação promocional da nova marca que extravase o estrito cumprimento do dever de informação aos operadores económicos que consigo se relacionam”, refere.

Segundo o regulador, o processo da diferenciação de imagem corporativa, incluindo instalações de atendimento, equipamentos ou outros elementos físicos, “deve ser implementada de modo gradual e incremental, assegurando a neutralidade de custos”.

“O operador da rede de distribuição tem um período transitório até 31 de janeiro de 2021 para a implementação das medidas necessárias à concretização da imagem corporativa agora aprovada, incluindo a adoção da designação comercial alterada em suportes de comunicação ou faturação a entidades com as quais se relaciona nos termos legais e regulamentares”, precisa.

Dispõe ainda de “um período adicional até 31 de dezembro de 2021 para a concretização das ações que revistam a alteração de instalações de atendimento de utilização exclusiva do operador de rede de distribuição”.

Quanto à alteração de equipamentos ou outros elementos de concretização física, “deve ser concretizada nos termos de programação, que inclua calendarização e planificação de meios, a ser previamente remetida à ERSE para aprovação até 31 de outubro de 2020”.

A EDP Distribuição é a empresa concessionária da rede de distribuição de alta e média tensão em Portugal Continental e das redes de baixa tensão dos 278 municípios portugueses, distribuindo eletricidade para 99,5% dos pontos de entrega nacionais, num total de cerca de seis milhões de clientes.

Enquanto operadora de rede, a EDP Distribuição está presente em todo o território continental gerindo 179 mil quilómetros de rede aérea e 49 mil de rede subterrânea e diz ter reduzido, nos últimos 16 anos, o tempo médio de interrupção de serviço em cerca de 86%.

“A futura E-REDES irá garantir o mesmo nível de serviço e as operações a nível nacional através das concessões de distribuição de energia de alta, média e baixa tensão. A empresa mantém ainda o seu empenho na transição energética e o compromisso de continuar a ser uma marca de confiança e próxima dos consumidores, com um serviço de qualidade, focado no cliente e orientado por forte responsabilidade social”, remata a companhia.

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