Regulador europeu arranca com avaliação da vacina chinesa contra a Covid-19

O fármaco já está presente em vários países e tem sido a mais usada para imunizar a população brasileira, pois é fabricada localmente, ao abrigo de um acordo com o Instituto Butantan.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou, esta terça-feira, que deu início ao processo de avaliação contínua da vacina chinesa Coronavac contra a Covid-19.

De acordo com o comunicado divulgado esta manhã, a vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac “vai ser avaliada com base nos resultados preliminares dos estudos laboratoriais”.

Os estudos sugerem que a vacina permite que o sistema imunitário seja capaz de produzir anticorpos contra a SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, e pode garantir proteção contra o vírus.  Esta avaliação contínua da EMA prosseguirá até existir informação suficiente para que a empresa possa fazer um pedido formal de autorização para introdução no mercado europeu.

Esta vacina, embora tenha o mesmo propósito, baseia-se numa tecnologia mais tradicional, e diferente das que foram aprovadas pela EMA até agora: usa o vírus SARS-CoV-2 inativado, morto de forma a não poder causar doença. A vacina contém ainda um adjuvante, uma substância que reforça a resposta imunitária provocada pela vacina, explica a EMA, em comunicado.

A vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech mostrou uma eficácia entre 50% e 90% nos testes clínicos iniciais que foram realizados no Brasil, segundo a informação transmitida pelo secretário de Saúde de São Paulo. Este tem sido o fármaco mais usado para imunizar a população brasileira, pois é fabricado localmente, ao abrigo de um acordo com o Instituto Butantan.

Além da Curevac, a EMA está ainda a analisar a Novavax e a Sputnik V.

A farmacêutica chinesa garante ter capacidade para produzir até duas mil milhões de doses até ao final do ano uma vez que inaugurou, em abril, a sua terceira instalação de produção. Até agora, já foram distribuídas mais de 200 milhões de doses desta vacina.

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