O gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido “enviará forças para a Ucrânia caso seja alcançado um acordo de paz”. Em comunicado divulgado após Starmer ter assinado a “declaração de intenções”, o governo afirma que “esta é uma declaração de intenção de enviar tropas para a Ucrânia em caso de um acordo de paz. Trata-se de uma parte fundamental do nosso compromisso inabalável de apoiar a Ucrânia a longo prazo. A ‘Força Multinacional para a Ucrânia’ atuará como uma força para reforçar as garantias de segurança e a capacidade da Ucrânia de retornar à paz e à estabilidade, apoiando a regeneração das próprias forças ucranianas, refere o comunicado.
Do seu lado, o presidente francês, Emmanuel Macron , afirmou que continuará a apoiar as forças ucranianas na linha de frente e que 800 mil soldados serão disponibilizados para garantir que o exército possa dissuadir ameaças e continuar a preparar o terreno para assegurar a segurança após o cessar-fogo. “Estaremos focados na prosperidade futura da Ucrânia com os EUA e em acelerar os trabalhos em andamento. Continuaremos a demonstrar apoio à Ucrânia em todos os desafios atuais e aos civis que são constantemente alvos dos russos.”
A assinatura da declaração abre caminho para o estabelecimento do quadro legal que permitirá às forças francesas e britânicas operar em território ucraniano, garantindo a segurança dos céus e mares da Ucrânia e construindo forças armadas adequadas para o futuro.
“Paralelamente aos nossos planos para uma célula de coordenação, após o cessar-fogo, o Reino Unido e a França também estabelecerão centros militares em toda a Ucrânia para permitir o destacamento e a construção de instalações protegidas para armas e equipamentos militares, a fim de apoiar as necessidades defensivas da Ucrânia”.
Resta saber-se se a Rússia concordará com o destacamento internacional na sua fronteira. Até agora. Moscovo rejeitou sempre essa possibilidade – afirmando que essa presença comprometeria a segurança do seu território.
De qualquer modo, a afirmação de Londres e Paris serve, em princípio, para agregar à proposta que está a ser gizada em Washington e que deverá seguir para Moscovo quando estiver finalizada.
De qualquer modo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que, no final de mais uma reunião da chama ‘Coligação dos Dispostos’, houve uma declaração “substantiva” sobre as garantias de segurança da Ucrânia. É importante que a coligação disponha de documentos substanciais. Não se trata apenas de palavras. Há conteúdo concreto: uma declaração conjunta de todos os países da coligação e uma declaração trilateral da França, do Reino Unido e da Ucrânia”, referiu em comunicado.
Starmer, afirmou que participará ainda na monitoração e verificação de qualquer cessar-fogo liderado pelos Estados Unidos.
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