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Reino Unido e França concordam em enviar tropas para a Ucrânia se houver acordo de paz

Os dois países subscreveram um acordo com a Ucrânia no âmbito de mais uma reunião da chamada ‘Coligação dos Disponíveis’. “Após o cessar-fogo, o Reino Unido e a França também estabelecerão centros militares em toda a Ucrânia”, refere o acordo – que com certeza a Rússia tratará de rejeitar.
Victoria Starmer, Keir Starmer, UK prime minister, Emmanuel Macron, France’s president, left to right, at the British Museum in London, UK, on Thursday, July 9, 2025. French President Emmanuel Macron’s trip marks the first state visit by a European leader to the UK since Brexit. Photographer: Carlos Jasso/Bloomberg
7 Janeiro 2026, 07h00

O gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido “enviará forças para a Ucrânia caso seja alcançado um acordo de paz”. Em comunicado divulgado após Starmer ter assinado a “declaração de intenções”, o governo afirma que “esta é uma declaração de intenção de enviar tropas para a Ucrânia em caso de um acordo de paz. Trata-se de uma parte fundamental do nosso compromisso inabalável de apoiar a Ucrânia a longo prazo. A ‘Força Multinacional para a Ucrânia’ atuará como uma força para reforçar as garantias de segurança e a capacidade da Ucrânia de retornar à paz e à estabilidade, apoiando a regeneração das próprias forças ucranianas, refere o comunicado.

Do seu lado, o presidente francês, Emmanuel Macron , afirmou que continuará a apoiar as forças ucranianas na linha de frente e que 800 mil soldados serão disponibilizados para garantir que o exército possa dissuadir ameaças e continuar a preparar o terreno para assegurar a segurança após o cessar-fogo. “Estaremos focados na prosperidade futura da Ucrânia com os EUA e em acelerar os trabalhos em andamento. Continuaremos a demonstrar apoio à Ucrânia em todos os desafios atuais e aos civis que são constantemente alvos dos russos.”

A assinatura da declaração abre caminho para o estabelecimento do quadro legal que permitirá às forças francesas e britânicas operar em território ucraniano, garantindo a segurança dos céus e mares da Ucrânia e construindo forças armadas adequadas para o futuro.

“Paralelamente aos nossos planos para uma célula de coordenação, após o cessar-fogo, o Reino Unido e a França também estabelecerão centros militares em toda a Ucrânia para permitir o destacamento e a construção de instalações protegidas para armas e equipamentos militares, a fim de apoiar as necessidades defensivas da Ucrânia”.

Resta saber-se se a Rússia concordará com o destacamento internacional na sua fronteira. Até agora. Moscovo rejeitou sempre essa possibilidade – afirmando que essa presença comprometeria a segurança do seu território.

De qualquer modo, a afirmação de Londres e Paris serve, em princípio, para agregar à proposta que está a ser gizada em Washington e que deverá seguir para Moscovo quando estiver finalizada.

De qualquer modo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que, no final de mais uma reunião da chama ‘Coligação dos Dispostos’, houve uma declaração “substantiva” sobre as garantias de segurança da Ucrânia. É importante que a coligação disponha de documentos substanciais. Não se trata apenas de palavras. Há conteúdo concreto: uma declaração conjunta de todos os países da coligação e uma declaração trilateral da França, do Reino Unido e da Ucrânia”, referiu em comunicado.

Starmer, afirmou que participará ainda na monitoração e verificação de qualquer cessar-fogo liderado pelos Estados Unidos.


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