Reino Unido não usou carvão para produzir eletricidade pela primeira vez em 137 anos

Com a assinatura britânica no Acordo de Paris, o Reino Unido comprometeu-se a desativar, de forma faseada, as centrais de produção de eletricidade a carvão até 2025, uma vez que este produto é um dos maiores causadores das alterações climáticas que se têm vindo a sentir ao longo dos anos.

O Reino Unido não produz eletricidade a partir do carvão há duas semanas. Esta é a primeira vez que as ‘terras de sua Majestade’ abandonam o carvão como fonte de energia, desde que foram criadas em 1882 quando a Rainha Vitória ocupava o trono.

O último gerador movido a petróleo desligou-se no dia 1 de maio, de acordo com o Operador do Sistema Elétrico Nacional de Rede (Sistema ESO), que gere Inglaterra, Escócia e País de Gales, noticiou o ‘The Guardian’.

Apesar de as fábricas de carvão ainda serem uma componente bastante importante do sistema de energia britânico, estas apenas têm funcionado como reserva durante os períodos de maior procura. A energia renovável através do vento tem sido uma das apostas do Reino Unido para combater o aumento do preço do carvão.

Com a assinatura britânica no Acordo de Paris, o Reino Unido comprometeu-se a desativar, de forma faseada, as centrais de produção de eletricidade a carvão até 2025, uma vez que este produto é um dos maiores causadores das alterações climáticas que se têm vindo a sentir ao longo dos anos.

De acordo com o Comité para as Alterações Climáticas, a redução na produção deste tipo de energia ajudou a reduzir as emissões para metade, desde 2013. O último relatório do Reino Unido indicava que a meta de zero emissões tem de ser atingida até 2050, um dos prazos dados pelo Acordo de Paris, embora o diretor do Sistema ESO garanta que seja possível já em 2025.

“A operação zero-carbono do sistema elétrico até 2025 significa uma mudança fundamental na forma como o nosso sistema foi projeto para operar. Tem de se integrar novas tecnologias em todo o sistema, que passa pelos ventos off-shore em larga escala a painéis solares de escala doméstica para aumentar a participação, utilizando novos sistemas digitais inteligentes para gerir e controlar o sistema em tempo real”, assumiu Fintan Slye, diretor do Sistema ESO.

Greg Clark, Secretário de Estado para os Negócios, Energia e Estratégia Industrial britânico, garantiu que o Reino Unido “está no caminho para se tornar a primeira maior economia a legislar as emissões zero”. No entanto, o Governo está sob críticas por querer aumentar os impostos dos painéis solares.

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