O valor das rendas em Portugal poderá aumentar 2.24% em 2026, ligeiramente abaixo da estimativa de 2,25% divulgada no final de agosto, segundo os dados definitivos do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Este índice, que considera a variação média do Índice de Preços no Consumidor (IPC) excluindo habitação nos últimos 12 meses até agosto, serve de base para o coeficiente de atualização anual das rendas, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU).
O coeficiente de atualização de rendas é crucial para inquilinos e senhorios, pois define o valor máximo pelo qual a renda pode ser ajustada no próximo ano. Para 2026, o coeficiente foi fixado em 1,0224, o que significa que uma renda de 1.000 euros passará a 1.022,40 euros.
Se o contrato não tiver sido atualizado nos anos anteriores, o senhorio pode aplicar os coeficientes acumulados dos últimos três anos, conforme o artigo 1077.º do Código Civil, desde que o aumento seja devidamente comunicado e documentado.
Em Portugal, a atualização das rendas é regulada pela Lei n.º 6/2006, que define regras claras para contratos celebrados antes ou depois do RAU (Regime do Arrendamento Urbano). O coeficiente é publicado anualmente no Diário da República pelo INE e aplica-se a contratos habitacionais e não habitacionais.
Conhecer o coeficiente é importante para:
Apesar de moderado, este aumento reflete uma inflação mais estável em comparação com anos anteriores. A comunicação clara entre inquilinos e senhorios continua a ser essencial, garantindo que o ajuste das rendas ocorra dentro dos parâmetros legais.
“Um aumento de cerca de 2% é relativamente moderado e reflete a estabilidade atual da inflação. Inquilinos e senhorios devem aproveitar este período para planear financeiramente e garantir que todas as atualizações estão dentro da lei.” refere Pedro Castro, Head of Operations de Crédito Habitação no ComparaJá.
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