“Renegociações na TAP já permitiram poupar 1.300 milhões de euros”, diz CEO

A TAP “não vai se uma TAP pequenina, porque tem 88 aviões para passageiros e três aviões de carga, ou seja passa a ter 91 aviões, o que não está longe da frota que tinha” recentemente, comentou o CEO da companhia, Ramiro Sequeira, na audição na Comissão Parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

A renegociação da frota da TAP, da entrega de novos aviões encomendados e também a renegociação com os fornecedores da companhia permitiu, segundo CEO da companhia, Ramiro Sequeira, “uma poupança 1,3 mil milhões de euros”. Só nas renegociações da frota “estamos a falar de mil milhões de euros de poupança, que não seria obtida se não tivéssemos feito este exercício logo que a pandemia apareceu”, referiu, comentando que apesar da redução de dimensão da companhia, “a TAP não vai se uma TAP pequenina, porque tem 88 aviões para passageiros e três aviões de carga, ou seja passa a ter 91 aviões, o que não está longe da frota que tinha” recentemente, comentou o CEO na audição na Comissão Parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, efetuada esta terça-feira, 23 de fevereiro, por proposta do PSD e do IL – Iniciativa Liberal.

Além da poupança obtida de 1,3 mil milhões de euros até 2025 com as renegociações efetuadas pela TAP, figuram “200 a 250 milhões de euros anuais de poupança com os fornecedores”, referiu o CEO, esclarecendo que “a administração da TAP, como sempre disse, desde o momento em que iniciaram as primeiras conversas com as estruturas representativas dos trabalhadores, estava encarregue de uma missão – salvar a TAP – e imbuída de um espírito que era o de salvaguardar o maior número possível de postos trabalho”.

“Negociámos intensamente, sempre de boa-fé, e chegámos a acordo com todas as forças sindicais. Não posso deixar de agradecer o empenho com que os diversos representantes dos trabalhadores e restantes equipas estiveram nas longuíssimas e duras reuniões. Juntos, todos juntos, podemos salvar a TAP”, comentoou.

“Em sede de negociação foi possível encontrar com os sindicatos medidas que, mantendo a métrica imposta pela CE, são menos nocivas para os nossos trabalhadores. Ficou demonstrado que para nós, administração, os trabalhadores do Grupo TAP são uma prioridade”, garantiu Ramiro Sequeira.

Em resposta à deputada do BE, Isabel Pires, que colocou uma questão relativa ao risco de uma grande redução de trabalhadores na TAP impedir a companhia de ter capacidade de resposta para relançar a sua atividade, o CEO da TAP explicou que o excesso de trabalhadores identificado na TAP, que baixou de 3000 para 2000 trabalhadores, decorre da situação de crise provocada pela pandemia, mas mesmo assim “mantém a TAP dimensionada para o relançamento da atividade em 2022”. “Não há dificuldade da empresa para retomar a atividade”, diz Ramiro Sequeira, recordando que há 7000 trabalhadores, e as respetivas famílias, relativamente aos quais “mantemos as capacidades de trabalho”.

Relacionadas

“TAP suspendeu 93% da operação em fevereiro e março prevê-se similar”, diz Ramiro Sequeira

“O mercado do transporte aéreo como conhecemos antes da crise da pandemia não voltará”, sendo necessário fazer uma reestruturação rigorosa da TAP para que “os atuais problemas não continuem em 2025”, referiu o presidente executivo da TAP, Ramiro Sequeira na audição da Comissão Parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, agendada para esta terça-feira, 23 de fevereiro, por proposta dos grupos parlamentares do PSD e do Iniciativa Liberal.

Pilotos e tripulantes da TAP sem recuo se votarem “não” aos acordos de emergência

Hoje a administração da TAP vai responder às questões que os grupos parlamentares dos partidos políticos lhe colocarem. Na sexta-feira será a vez dos pilotos – e provavelmente também dos tripulantes – aceitarem ou recusarem os acordos de emergência negociados pelos sindicatos SPAC e SNPVAC, num caminho onde estas duas classes profissionais já não têm recuo. Se ganhar o “não”, será aplicado o regime sucedâneo a estas classes a partir de 1 de março, agravando o número de despedimentos.
Recomendadas

Rede internacional de cabeleireiros critica promoção de “prestação de serviços de beleza ao domicílio”

A Jean Louis David, impedida de trabalhar devido às proibições decretadas pelo Governo durante o confinamento geral, “não considera aceitável que esta situação possa existir”, referindo-se à publicação do estudo que aborda o aumento da procura por estes serviços fornecidos em domiciliário.

Tecnológica IBM expande serviços de cloud híbrida com banca e saúde na mira

A “IBM Cloud Satellite” pretende permitir aos clientes – altamente regulados e com um grande volume de informação para processar -controlarem o armazenamento das suas informações e de grandes quantidades de dados online.

United Airlines encomenda 25 novos Boeing 737 Max para 2023

Os modelos 737 Max da companhia aérea estiveram sem voar desde março de 2019, depois de dois acidentes na Indonésia e na Etiópia terem causado a morte de 346 pessoas.
Comentários