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Reprogramação do PT 2030 impediu perda de 890 milhões

Numa audição parlamentar conjunta com as comissões de Agricultura e Pescas e Orçamento, Finanças e Administração Pública, o governante detalhou que se fizeram ajustamentos em matérias como habitação defesa ou água.
30 Outubro 2025, 23h24

O secretário de Estado do Planeamento esclareceu hoje, na Assembleia da República, que a reprogramação do programa Portugal 2030, entregue esta segunda-feira, evitou uma perda de 890 milhões de euros.

“A nossa reprogramação teve em causa o facto de que, se não a fizéssemos, perdíamos mais de 890 milhões de euros. Tem-se falado no atraso no PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], mas nunca se falou no do PT 2030”, apontou o secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis.

Numa audição parlamentar conjunta com as comissões de Agricultura e Pescas e Orçamento, Finanças e Administração Pública, o governante detalhou que se fizeram ajustamentos em matérias como habitação defesa ou água.

No que diz respeito a esta última área e, em particular, ao programa Sustentável 2030, foram incluídos alguns projetos que saíram do PRR.

Portugal apresentou, no início desta semana, a reprogramação do PT 2030 a Bruxelas.

Segundo Hélder Reis, inicialmente, a reprogramação estava feita no final de março, mas a Comissão Europeia disse que a mesma podia ser estendida e criou novas elegibilidades.

O secretário de Estado disse ainda que, de todas as dificuldades que se registaram, apenas persiste uma num programa, que não especificou, acrescentando esperar que a respetiva reprogramação seja concluída dentro de um mês.

O PT 2030 conta com 22.995 milhões de euros do fundo programado.

Nesta audição, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, já tinha afirmado que esta é uma semana “particularmente importante” para os fundos europeus, tendo em conta que também vai apresentar, esta sexta-feira, o que classificou como um “reajustamento” do PRR.

Neste âmbito, vão ser ajustadas dotações e valores de investimento, em função da capacidade de execução.

As reformas ficam inalteradas, mas nos investimentos vão verificar-se alterações, precisou Castro Almeida.

O ministro disse ainda que vão ser antecipadas 10 metas do nono pedido de pagamento para o oitavo, sem dar mais informações.

“Em 2026 não há mais folga […], tem de estar tudo cumprido”, avisou o ministro da Economia e da Coesão Territorial.

O PRR, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.

Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.


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