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Repsol procura mecanismos junto dos EUA para continuar atividade na Venezuela

O Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou os parceiros da petrolífera estatal venezuelana PDVSA que as suas licenças para exportar petróleo e derivados da Venezuela foram canceladas. Entre as empresas afetadas estão a norte-americana Global Oil Terminals, a espanhola Repsol, a italiana Eni, a francesa Maurel & Prom e a indiana Reliance Industries.
31 Março 2025, 14h10

A Repsol tem “relação direta” com o Governo dos Estados Unidos e procura “mecanismos” para continuar a operar na Venezuela, após o cancelamento de licenças norte-americanas a petrolíferas com atividade no país da América do Sul, disse hoje a empresa.

“O diálogo está aberto, continuamos a falar e tentamos encontrar mecanismos”, afirmou o presidente executivo da Repsol, Josu Jon Imaz, durante uma conferência hoje em Madrid.

Josu Jon Imaz afirmou que a multinacional espanhola está e tem estado sempre “muito próxima da Administração americana com total transparência e colaboração”, mantendo um “diálogo aberto e fluido” e uma “relação direta” com as autoridades dos EUA.

“Vamos ver se somos capazes de procurar mecanismos que possam permitir continuar com a nossa atividade no país”, acrescentou.

Josu Jon Imaz realçou que a Repsol respeita e respeitará sempre a “legislação internacional relativa a sanções”.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou os parceiros da petrolífera estatal venezuelana PDVSA que as suas licenças para exportar petróleo e derivados da Venezuela foram canceladas.

Entre as empresas afetadas estão a norte-americana Global Oil Terminals, a espanhola Repsol, a italiana Eni, a francesa Maurel & Prom e a indiana Reliance Industries, que tinham recebido autorizações para operar com crude venezuelano nas refinarias em todo o mundo, de forma excecional, face às sanções contra Caracas.

As licenças foram concedidas pela anterior Administração, do democrata Joe Biden, e segundo a imprensa norte-americana, a maioria das empresas já tinha suspendido as importações de petróleo venezuelano depois de Trump ter fixado, na semana passada, uma tarifa de 25% sobre os compradores de crude e gás da Venezuela.

A Repsol e a Reliance, ambas com forte presença nos Estados Unidos, tinham pedido autorização para operar na Venezuela e evitar sanções.

As empresas têm agora até ao final de maio para liquidar as operações no país.

A Repsol está há 32 anos na Venezuela onde é, principalmente, produtor de gás natural, que representa 85% da sua atividade no país.

Em declarações hoje a jornalistas em Madrid, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, afirmou que o executivo de Madrid vai analisar o impacto da decisão norte-americana nas empresas espanholas.

“Usaremos todo o espaço de que dispomos para o diálogo”, afirmou, acrescentando que “o Governo de Espanha está ao lado da Repsol tal como está ao lado de qualquer empresa espanhola que precise no mundo”.

 

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