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Resgate ao SVB não é opção, diz secretária do Tesouro dos Estados Unidos

“Estamos preocupados com os depositantes e focados em tentar ir ao encontro das suas necessidades”, afirmou este domingo Janet Yellen sobre o colapso do Silicon Valley Bank.
Tony Webster
12 Março 2023, 16h18

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos disse este domingo que um resgate ao Silicon Valley Bank (SVB) não está a ser considerado pelo governo norte-americano, que está está a trabalhar em estreita colaboração com os reguladores bancários para proteger os depositantes após o colapso do banco, segundo Janet Yellen.

“Deixe-me esclarecer que, durante a crise financeira, houve investidores e proprietários de grandes bancos sistémicos que foram socorridos e as reformas implementadas significam que não o faremos novamente”, afirmou a ex-presidente da Reserva Federal (Fed), em entrevista ao canal “CBS News”. “Mas estamos preocupados com os depositantes e focados em tentar ir ao encontro das suas necessidades”, assegurou.

Janet Yellen revelou ainda que, após a falência do SBV, os profissionais da secretaria do Tesouro norte-americano têm estado a ouvir os depositantes e supervisores para “projetar políticas apropriadas”. Por exemplo, a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) – agência de garantia de depósitos bancários nos Estados Unidos – está a considerar uma “gama de opções disponíveis” para responder à situação, o que poderá incluir uma aquisição por um banco estrangeiro.

“O sistema bancário americano é efetivamente seguro e bem capitalizado. É resiliente. Após a crise financeira de 2008, foram implementados novos controlos e melhor supervisão de capital e liquidez, e [o sistema bancário] foi posto à prova no início da pandemia e confirmou a sua resiliência. Logo, os americanos podem ter confiança na segurança e solidez do nosso sistema bancário”, garantiu.

Os Estados Unidos, através da FDIC e da Fed, estão a estudar a criação de um fundo que vai permitir que os reguladores protejam mais depósitos caso mais bancos entrem em falência depois do colapso do SVB, de acordo com a agência “Bloomberg”.

Já a estação televisiva “CNBC” avança que os funcionários do SVB receberam o seu bónus anual na sexta-feira, horas antes da intervenção dos reguladores no banco. Segundo fontes próximas do processo, o banco terá pago prémios aos seus colaboradores na segunda sexta-feira de março – um bónus é referente ao trabalho realizado em 2022 e o seu pagamento estaria em processamento dias antes do colapso do banco.

O montante dos bónus pagos não é conhecido, mas costuma variar entre 12 mil dólares para os sócios e 140 mil para os diretores, de acordo com o site Glassdoor.com.

O Silicon Valley Bank é um banco próximo das empresas tecnológicas, o 16.º banco norte-americano em dimensão de ativos, mas entrou em insolvência depois de uma corrida aos depósitos. As startups e empresas de pequena dimensão, que eram o seu principal mercado, foram os clientes que, em pânico, lideraram esta corrida.

Antes, o banco com cerca de 8.500 trabalhadores tinha sido tentado um aumento de capital, mas sem sucesso. A falta de liquidez e de capital acabou por determinar a intervenção do Departamento de Proteção Financeira e Inovação, o qual nomeou a FDIC como liquidatária da instituição.

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