Ricardo Silva, o novo presidente da Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal (ATP), afirmou, em declarações ao JE, que convocar uma greve geral quando as partes envolvidas “estão no meio de negociações” é demasiado “drástico”. O dirigente do setor considera que uma parte importante das leis do trabalho está envelhecida e, partindo-se do bom princípio que “o assunto tem de ser discutido”, nenhum dos envolvidos deve ter medo do diálogo. Para Ricardo Silva, esses assuntos não faltam: “horários, lay-off, cessação de contratos” são três áreas em que o debate deve ser promovido, para bem, explica, tanto da entidade empregadora como dos empregados.
Para o presidente da ATP há, contudo, um problema de base, que “tem a ver com a comunicação”. E recorda: “o processo começou com a história da amamentação. Isso provocou uma mensagem catastrófica” que acabou por marcar negativamente um debate que devia seguir sereno e não contaminado por temas de algum modo à margem dos assuntos principais.
De qualquer modo, Ricardo Silva crê que “a greve não terá um grande impacto no setor. É um setor onde a proximidade entre trabalhadores e equipas dirigentes é grande, o que faz com que os colaboradores sejam pouco permeáveis às greves.
Recorde-se as duas centrais sindicais nacionais, CGTP e UGT, acordaram agendar uma greve geral contra a reforma laboral proposta pelo Governo para o próximo dia 11 de dezembro. “A data que está consensualizada entre as duas centrais” afirmou Mário Mourão, dirigente da UGT. As negociações entre a CGTP e a UGT para uma greve a realizar na primeira metade de dezembro tinha sido já assinalada como uma possibilidade, que se tornou evidente perante a vontade de aquelas estruturas sindicais subirem o tom das críticas às propostas de alteração da lei laboral feitas pelo Governo.
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