Rio admite dificuldade de captar mulheres para a vida política e para as autárquicas

Num vídeo pré-gravado de cerca de três minutos transmitido via redes sociais no encerramento da 5.ª Academia de Formação Política para Mulheres do PSD, Rio saudou este tipo de iniciativas, em especial dirigida ao público feminino.

Flickr/PSD

O presidente do PSD, Rui Rio, admitiu este sábado dificuldade em captar mulheres para a vida política, nomeadamente na elaboração das listas para as próximas eleições autárquicas.

Num vídeo pré-gravado de cerca de três minutos transmitido via redes sociais no encerramento da 5.ª Academia de Formação Política para Mulheres do PSD, Rio saudou este tipo de iniciativas, em especial dirigida ao público feminino.

“Hoje conseguimos homens para a política, temos muito mais dificuldades em arranjar mulheres para a política. Estas ações de formação têm essa utilidade adicional, conseguir captar o interesse das mulheres para a vida política”, afirmou.

O líder do PSD apontou essa dificuldade, em particular, na elaboração de listas para as próximas autárquicas, que acredita ser comum a todos os partidos.

“Nós queremos ter mulheres nas listas, nós queremos dar destaque às mulheres, no entanto batemos de frente com a realidade e há muito poucas mulheres disponíveis”, lamentou, apelando a todas as ações que as possam sensibilizar.

O presidente do PSD referiu que hoje a situação “é melhor do que no passado”, mas admitiu que as mulheres continuam “claramente sub-representadas na vida pública e na vida política”.

“Se as mulheres vierem por esta via [da formação] para a política, mais depressa passam os homens porque são mais bem preparadas e porque vêm para a política porque lhes interessam determinados temas e não para virem para aquelas guerras partidárias estéreis”, acrescentou.

Antes, a presidente das Mulheres Social Democratas, a deputada Lina Lopes, anunciou que esta estrutura vai homenagear na segunda-feira, Dia Internacional da Mulher, Manuela Ferreira Leite, a única mulher que liderou o PSD, pelas 17h00, num evento online, que contará com a participação do presidente Rui Rio.

Na sessão de encerramento, a deputada Catarina Rocha Ferreira e vice-presidente desta Academia manifestou a certeza que o partido terá, nas próximas autárquicas, “cada vez mais mulheres na primeira linha, como candidatas”.

Por enquanto o PSD anunciou apenas três mulheres candidatas a presidentes de Câmara nos primeiros 102 nomes apresentados na quarta-feira, entre novidades e uma lista de autarcas em exercício de funções que se podem recandidatar.

Nos nomes apresentados como novidades – em câmaras em que o PSD não está no poder – há apenas uma candidata num leque de 25: Cristina Ferreira, à Câmara de Penedono (no distrito de Viseu), autarquia da qual já foi vice-presidente.

Todos os restantes 24 nomes já homologados são homens, incluindo os até agora mais mediáticos Carlos Moedas (candidato a Lisboa) e Fernando Negrão (Setúbal).

Entre os 77 atuais autarcas do PSD que foram igualmente apresentados como candidatos – com a ressalva de que terão homologação garantida quando (e se) decidirem recandidatar-se – há duas mulheres a recandidatar-se a presidentes de Câmara: Maria do Céu Quintas a Freixo de Espada à Cinta (no distrito de Bragança) e Maria Helena Oliveira a Cantanhede (distrito de Coimbra).

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