Robert Strayer, que defendeu a exclusão da Huawei no 5G, vai deixar a Casa Branca

Strayer demitiu-se do cargo de vice-secretário adjunto para comunicações cibernéticas e internacionais e política de informação para assumir a vice-presidência da Information Technology Industry Council (ITIC), uma associação que conta com a Amazon, Alphabet, Microsoft e Facebook.

O principal rosto dos interesses da administração Trump contra a presença da Huawei no desenvolvimento da quinta geração da rede móvel (5G), nos Estados Unidos, Robert Strayer, demitiu-se do cargo de vice-secretário adjunto para comunicações cibernéticas e internacionais e política de informação. De acordo com a Bloomberg, o homem responsável pela política cibernética dos EUA saiu para assumir a vice-presidência da Information Technology Industry Council (ITIC), associação que conta com a Amazon, a Alphabet, a Microsoft e a Facebook entre os associados.

Strayer deixa a Casa Branca no final do mês. Aquele que é um dos defensores da exclusão da gigante tecnológica chinesa do 5G na parte mais ocidental do planeta sai da Casa Branca numa altura em que se assiste a uma nova escalada de tensões entre Washington e Pequim, devido às redes sociais Tik Tok e WeChat.

Robert Strayer estava na Casa Branca desde 2017, trabalhando diretamente para o Departamento de Estado para a Comunicação Cibernética e Internacional e para a Política de Tecnologia de Informação dos Estados Unidos. O seu papel tornou-se mais conhecido no mundo, por ter sido um dos rostos da diplomacia externa norte-americana que apelou ao afastamento da Huawei do desenvolvimento das redes 5G.

Em fevereiro deste ano, Strayer passou por Portugal e foi, a partir de Lisboa, pela sua voz, que os EUA manifestaram descontentamento com a decisão do Reino Unido de permitir, então, a presença da Huawei em infraestruturas 5G britânicas. A posição do Reino Unido foi, entretanto, reavaliada.

“Não estamos contentes com a posição do Reino Unido nesta altura”, afirmou, então, Robert Strayer, durante um briefing com jornalistas.

No mesmo encontro, Robert Strayer explicou que para a Casa Branca também não ficaria satisfeita caso Portugal optasse por usar a tecnologia chinesa, nomeadamente da Huawei, no 5G. Mas, em Portugal, as principais empresas de telecomunicações (Altice, NOS e Ericsson) já garantiram que a Huawei não faz parte da infraestrutura crítica do 5G.

Em julho, o secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda, anunciou que o grupo de trabalho criado pelo Governo para analisar o tema da segurança das redes 5G no país já entregou as conclusões ao Executivo. O Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, já garantiu que o Governo não excluiu a Huawei de nada.

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