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Roland Berger investe mais de 9 milhões em nova startup de IA

Roland Berger e Jonas Andrulis lançam startup para revolucionar a IA com “colaboração humana”. Com um investimento superior a 9 milhões de euros, a nova empresa quer criar uma categoria inédita de IA baseada em agentes, integrando o julgamento humano em decisões empresariais complexas.
23 Fevereiro 2026, 11h45

A consultora Roland Berger e o empreendedor de tecnologia Jonas Andrulis fundaram uma nova startup de Inteligência Artificial (IA) dedicada à integração do conhecimento humano em processos de negócio complexos.

A empresa recebeu um investimento inicial superior a 9 milhões de euros, proveniente da consultora, que assume também um papel operacional na estrutura.

A Roland Berger assume assim aqui um papel que ultrapassa o de investidor financeiro. Sendo a única investidora nesta fase inicial, a consultora terá uma participação operacional direta. Stefan Schaible, Managing Partner Global da Roland Berger, assumirá o cargo de COO (Chief Operating Officer) da startup, enquanto Andrulis assume as funções de CEO.

A nova startup promete transformar a forma como a Inteligência Artificial é aplicada na indústria. O projeto foca-se no desenvolvimento de IA colaborativa, desenhada para incorporar o contexto real e a experiência humana em processos de decisão que, até agora, as soluções tecnológicas tradicionais não conseguiam resolver de forma eficaz.

Segundo Jonas Andrulis, a tecnologia visa ligar os sistemas de IA às operações reais e aos processos de tomada de decisão das empresas, áreas onde as implementações atuais apresentam lacunas de produtividade.

Esta abordagem de “IA com apoio humano” pretende elevar o conceito de human-in-the-loop para um novo patamar, onde a máquina não apenas executa, mas colabora ativamente com a criatividade e o julgamento crítico dos profissionais, explica a consultora.

O objetivo da nova startup é o desenvolvimento de uma categoria de aplicações de IA baseadas em agentes. O modelo proposto baseia-se na inteligência artificial colaborativa, sistema que utiliza a experiência e o contexto das equipas para executar tarefas em ambientes empresariais.

A nova empresa operará de forma independente e com uma filosofia tecnologicamente agnóstica, o que significa que as suas soluções poderão ser implementadas em qualquer infraestrutura já existente nas organizações.

Apesar do “boom” global no investimento em IA, os resultados práticos nas empresas continuam aquém do esperado. De acordo com dados do MIT Sloan Management Review, a vasta maioria dos projetos de IA generativa falha em gerar benefícios mensuráveis por falta de integração nos processos operacionais.

“O problema não é a tecnologia em si, mas o facto de as soluções de IA estarem desconectadas das operações reais”, afirma Jonas Andrulis, fundador e CEO da nova startup. “Estamos a criar uma nova categoria de aplicações baseadas em agentes que compreendem quando é necessária a intervenção humana, mantendo as equipas no centro da lógica de decisão”.

Atualmente em fase de construção, as prioridades imediatas da startup incluem o desenvolvimento de tecnologia proprietária de IA baseada em agentes; a execução de projetos-piloto com clientes estratégicos; e o recrutamento agressivo de talento de topo nas áreas de engenharia de dados e IA.


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