Roupa, viagens e livros são as principais preferências dos portugueses no regresso ao consumo

Devido às restrições, 68% dos consumidores concordam que as suas prioridades de consumo se alteraram, existindo necessidades que deixaram de ser tão importantes satisfazer durante o período de confinamento.

Numa altura em que Portugal se encontra em fase de desconfinamento, mais de metade dos portugueses admitiram que vão retomar as suas compras, segundo um inquérito conduzido pelo Observador Cetelem. Na reabertura de atividades, roupa e calçado (26%), viagens/férias (8%) e os livros (7%) são as categorias que mais cativam os consumidores portugueses.

Devido às restrições, 68% dos consumidores concordam que as suas prioridades de consumo se alteraram, existindo necessidades que deixaram de ser tão importantes satisfazer durante o período de confinamento. Metade afirma que neste período diminuiu a importância do consumo de produtos não alimentares (49%), como roupa (42%) e viagens (28%) – colocando a alimentação (86%) e as despesas da casa (41%) entre as categorias que se mantiveram essenciais.

Ao longo dos próximos seis meses, os portugueses preveem que os maiores gastos estarão associados ao investimento nas suas férias (uma média de 983 euros), à compra de computadores (753 euros) e à compra de grandes eletrodomésticos (618 euros). Seguem-se os gastos com materiais de imagem e som (559 euros) e os smartphones (468 euros).

O segundo confinamento que o país atravessou aumentou o impacto das compras online na vida dos portugueses – 11% experimentaram comprar online pela primeira vez (6% no primeiro confinamento) e 29% aumentaram as compras por esta via (26% anteriormente). Em junho de 2020, 46% não compravam online, agora esse número baixou para 41%. Ainda assim, na retoma das suas compras, os portugueses revelam que vão continuar a dar prioridade às lojas físicas (55%), 44% utilizarão ambas as soluções e somente 6% dará prioridade às lojas online.

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