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Rui Costa vence as eleições do SL Benfica mas vai à segunda volta com João Noronha Lopes

Atual presidente ficou longe do resultado que lhe permitiria ser eleito à primeira volta. Segundo turno destas eleições será a 8 de novembro.
26 Outubro 2025, 16h37

Rui Costa, presidente do SL Benfica, ganhou as eleições do clube encarnado mas ficou longe do resultado que precisava para ser eleito à primeira volta. O atual líder das águias acabou o escrutínio com 42,13% dos votos (32.898 votantes e 744.655 votos) enquanto o gestor João Noronha Lopes (27.109 votantes e 534.818 votos), com quem irá à segunda volta, terminou a votação com 30,26%.

Os dois candidatos vão assim discutir a presidência com vista ao quadriénio 2025-2029 num segundo escrutínio, agendado para 8 de novembro, depois de nenhum dos seis concorrentes ter recolhido a maioria dos votos (mais de 50%) necessária para eleger o presidente à primeira volta.

Luís Filipe Vieira (13,86%), anterior presidente, João Diogo Manteigas (11,48%), Martim Mayer (2,10%) e Cristóvão Carvalho (0,18%) eram os restantes candidatos à liderança, naquele que foi o ato eleitoral mais concorrido da história do emblema lisboeta, com 85.422 votantes (correspondentes a um total de 1.767.676 votos), mais do dobro dos 40.085 do anterior, em 2021, em que Rui Costa derrotou Francisco Benitez.

Além da corrida à Direção, na segunda volta as listas de Rui Costa (G) e Noronha Lopes (F) vão igualmente discutir entre elas os restantes órgãos sociais, ou seja Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal, além da Comissão de Remunerações (órgão estatutário), tendo em conta que ambas as listas foram as duas mais votadas em todos eles e nenhuma conseguiu a referida maioria absoluta.

Para a Mesa da Assembleia Geral, a Lista G, encabeçada por José Pereira da Costa, atual líder daquele órgão em exercício, recebeu 43,01% dos votos, enquanto a F, liderada por Gonçalo Almeida Ribeiro, que integra a candidatura de João Noronha Lopes, teve 29,75%.

Nas escolhas para o Conselho Fiscal, a Lista G, que propõe Raul Fernando Martins para presidente, teve mais preferências, com 38,69%, embora com uma curta vantagem sobre a Lista F, encabeçada por António Bagão Félix, que obteve 37,94%.

Já para a Comissão de Remunerações – o único órgão não social que foi a votos -, a Lista G, com Eduardo Stock da Cunha à cabeça, recebeu 45,17% dos votos e a Lista F, liderada por João Moreira Rato, teve 34,84% das preferências.

As eleições para os órgãos sociais do Benfica contaram no sábado com uma afluência de 85.710 sócios – um recorde a nível mundial -, pouco mais de metade dos sócios que estavam habilitados a participar neste escrutínio (160.182).

O que promete Rui Costa?

O atual presidente, Rui Costa, revelou em entrevista ao JE que partiu de um momento muito exigente e de um clube fragilizado. Detalha o caminho trilhado neste quatro anos e realça o que está por concluir: “Fazer do Benfica uma potência europeia consolidada, com 500 milhões de euros de receita anual”, “reduzir 100 milhões de euros de passivo” assim como ter uma “presença permanente nas fases finais da Liga dos Campeões”. O futuro mandato, adianta, será marcado pela consolidação e execução: do Benfica District à nova BTV em sinal aberto.

O que promete João Noronha Lopes?

João Noronha Lopes desafiou Luís Filipe Vieira em 2020, um ano antes da sua queda e de forma surpreendente, não desafiou Rui Costa no ano seguinte. Ao JE, o gestor João Noronha Lopes deixa uma perplexidade pela contradição: “Gera receitas recorde e vê o seu passivo aumentar. Isso não é normal nem sustentável”. Revela que as prioridades passam pelo equilíbrio das contas, a redução da dependência de receitas variáveis e a estabilização do modelo de gestão. “Isto só será possível com uma estrutura financeira moderna e transparente”, diz. Além disso, Noronha Lopes acredita que o clube precisa de um plano desportivo a longo prazo e sustentável e que só assim será possível devolver ao Benfica influência e prestígio no futebol europeu.

 

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