Rui Rio acusa Governo de ser “mestre da propaganda e da dramatização

O presidente do PSD acusou este domingo o Governo de ser “mestre da propaganda e da dramatização”, apelando aos eleitores que não se deixem condicionar pela “encenação” na greve dos motoristas como aconteceu nas europeias com o “episódio dos professores”.

Na sessão de encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide (Portalegre), Rui Rio afirmou que o líder do PS tem “um discurso oportunista” à beira das eleições em relação aos seus parceiros de esquerda.

“Temos um Governo que é acima de tudo mestre de propaganda (…) um mestre na dramatização de uma forma como nunca tinha visto, na capacidade de montar um circo político mediático quando está em causa não o interesse nacional, mas o interesse do PS”, acusou.

A este propósito, Rio fez um paralelismo entre a ameaça de demissão do primeiro-ministro, António Costa, em maio, perante a possibilidade de o parlamento aprovar a contagem total do tempo de serviço dos professores antes das eleições europeias com a atuação do Governo na recente greve dos motoristas de matérias perigosas, à beira de legislativas.

“Tinha em mente uma encenação para condicionar – e conseguiu – o voto de 26 de maio, mas os portugueses que quiserem entender têm agora um bom exemplo para e perceber o exagero e disparate do que foi feito na altura em nome do interesse do PS e não do interesse nacional”, avisou.

Rui Rio assegurou que, se o PSD for Governo, “não haverá circo, nem espetáculo, nem mediatização, mesmo que possa dar jeito para a eleição seguinte”

“Se há coisa de que o anterior governo do PSD foi acusado foi de pôr à frente os interesses do país em troca da impopularidade do partido”, salientou.

Rui Rio referiu-se ainda às recentes críticas do secretário-geral socialista aos parceiros de esquerda, em particular ao BE, acusando-o de fazer “um discurso oportunista”.

“Eu condeno esta forma de estar na política. Não andamos em busca de gratidão, mas também não é bonito ingratidão em relação aos parceiros e, sobretudo, procurar confundir o eleitorado nos últimos 30 dias antes das eleições com um discurso completamente diferente dos últimos quatro anos”, criticou.

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