Rui Rio diz que alojamento é o “principal problema” dos estudantes do ensino superior

Além do alojamento, com a pandemia, o agravamento do abandono escolar devido à falta de meios tem sido acentuado, situação que na opinião de Rui Rio afeta o direito dos jovens ao ensino.

Flickr/PSD

O presidente do PSD, Rui Rio, apontou o alojamento como sendo o principal problema dos estudantes do ensino superior durante a sua visita à Universidade do Algarve, na quinta-feira, 24 de setembro.

“Hoje o principal problema em termos de acesso [ao ensino superior] é o alojamento dos estudantes, que, não tendo a universidade na sua cidade, se têm de deslocar e pagar preços incomportáveis para muitas famílias”, referiu o líder social-democrata.

Além do alojamento, com a pandemia, o agravamento do abandono escolar devido à falta de meios tem sido acentuado, situação que na opinião de Rui Rio afeta o direito dos jovens ao ensino.

“Temos de olhar com mais atenção para o reforço da ação social, ao abrigo da igualdade de oportunidades, que começa justamente aqui. Se as pessoas, quando jovens, têm vontade de estudar e não têm condições financeiras para o fazer e agora agravadas pela pandemia, nós estamos a violar esse princípio”, sublinhou o líder do PSD.

Segundo a página do partido, em outubro de 2018, Rui Rio apresentou algumas propostas que tinham como objetivo combater desigualdades no acesso às residências estudantis, no Conselho Estratégico Nacional do PSD.

“Se queremos uma economia com base em mais valor acrescentado e não em salários baixos, temos de ter a educação como algo absolutamente decisivo. Um dos aspetos que é preciso ultrapassar são as desigualdades no acesso ao Ensino Superior”, disse Rui Rio, a 1 de outubro de 2018, de acordo com a “Lusa”.

O alojamento local aparenta ser um problema, mas não apenas para os estudantes. Na quinta-feira, 24 de setembro, os dados do SIR-Alojamento Local apurados pela Confidencial Imobiliário revelaram que os apartamentos ativos no Alojamento Local (AL) registaram uma queda expressiva de 2.900 habitações entre as cidades de Lisboa e Porto em junho de 2020 face ao período homologo em 2019.

Em Lisboa, as freguesias da Misericórdia e de Santa Maria Maior foram as que sofreram as maiores perdas, perdendo respetivamente, 435 e 388 apartamentos. No Porto, a maior quebra, de 853 apartamentos, centrou-se na União de Freguesias do Centro Histórico.

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