Your lança programa de apoio a empresas: “Quando não há muitas opções para gerar receita, surgem mais empreendedores”

A consultora portuguesa Your Business, de apoio ao empreendedorismo, criou o “Restart”, que envolve quatro áreas – gestão financeira, digitalização, otimização de processos internos e marca. Filipa Xavier de Basto, sócia fundadora, explica ao Jornal Económico em que consiste.

A consultora portuguesa Your Business apresentou recentemente um programa para auxiliar as empresas a repensar a sua estratégia e a reestruturar os seus modelos de negócio neste contexto de retoma económica. Chamado “Restart”, envolve domínios como renegociação de dívidas à banca ou de contratos com fornecedores, recuperação de créditos de IVA, otimização de tarefas, organização de equipas em outsourcing/outplacement ou planeamento comercial.

O plano envolve quatro áreas – gestão financeira, digitalização, otimização de processos internos e marca. Em entrevista ao Jornal Económico (JE), a sócia fundadora desta empresa do grupo Your explica a importância de realizar um diagnóstico às organizações e que aspetos poderão ser melhorado e defende que uma das oportunidades criadas pela crise económica foi “o apelo” ao empreendedorismo. Já em 2018 a Your Business havia lançado uma plataforma digital para os empreendedores criarem o seu plano de negócios, em coparceria com o Millennium bcp.

“Quando o país começa a ficar sem muitas opções para gerar receita, começam a surgir mais no espaço mediático palavras como ‘empreender’, ‘empreendedor’ e ‘empreendedorismo’, tendo por base uma aposta de fundo das nossas instituições, entidades e organizações no que diz respeito ao futuro do nosso país”, afirma Filipa Xavier de Basto.

Na sua opinião, os portugueses são empreendedores e têm capacidade de adaptação, resiliência, três ingredientes que serão cruciais para ultrapassar os impactos negativos do novo coronavírus. “Nos momentos de crise somos muitas vezes obrigados a alterar a trajetória, não só das nossas empresas, mas das nossas próprias vidas. Considero incrível a forma como muitas empresas em Portugal se adaptaram à situação atual, reinventando-se e chegando até a alterar a sua principal atividade”, diz ao JE, exemplificando com a confeção/produção de máscaras, viseiras, e outros equipamentos de proteção individual.

A gestora aplaude ainda as medidas de incentivo ao emprego e auxílio às empresas no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social (PEES), que vê como “bastante benéficas para as empresas nesta fase de retoma”. “A partir de agosto, as condições de acesso serão diferentes para as empresas que não estejam obrigadas a estar encerradas. O “novo lay-off” irá vigorar até final de dezembro continua a ser aplicável a empresas em que se verifique quebra de vendas de pelo menos 40%. Contudo, apenas será possível recorrer com redução de horário de trabalho. Continuarão a existir benefícios relativos à isenção da TSU e os colaboradores verão aumentada a sua remuneração”, destaca.

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