Ryanair desenha estratégia para contornar greve de pilotos na Europa

A estratégia que a Ryanair pretende pôr em prática não é novidade: em 2018 a companhia de baixo-custo colocou pilotos espanhóis a operarem rotas a partir de Portugal.

A companhia aérea de baixo custo pretende minimizar os impactos da greve dos seus pilotos, através da mudança de horários e trajetos dos seus pilotos.

Em causa está a greve dos pilotos da companhia, convocada para os dias 22 e 23 de agosto. A estratégia passa por colocar pilotos a operar rotas de outras bases, segundo o El Economista.

A estratégia que a Ryanair pretende pôr em prática não é novidade: em 2018 a companhia de baixo-custo colocou pilotos espanhóis a operarem rotas a partir de Portugal.

O sindicato de pilotos espanhóis já enviou um comunicado aos seus associados, onde recomenda que estes assumam uma postura de desconfiança quando virem as suas rotas programadas e os seus horários, diz o El Economista

Em sintonia com a reorganização das tripulações, a Ryanair já tinha reagido às ameaças de greve, com o anúncio de encerramento de bases onde se inclui a base de Faro.

A Ryanair comunicou a 6 de agosto aos seus trabalhadores no aeroporto de Faro que vai encerrar a base nesta cidade em janeiro de 2020. Embora continue a manter os voos para este aeroporto, a empresa deverá despedir cerca de 100 trabalhadores, segundo avançou à Lusa a presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Luciana Passo.

Uma das curiosidades após o anúncio do encerramento de algumas bases, prende-se com o facto de estas se encontrarem em países que anunciaram greves e protestos contra a companhia, Reino Unido, Portugal e Espanha.

A companhia de baixo custo enviou ainda uma carta aos sindicatos de pilotos espanhóis, onde afirmam que estes são os principais responsáveis por estas situações, depois de terem recusado sentar-se à mesa com a companhia, com o objetivo de firmar um acordo respeitante às leis laborais espanholas, e também às leis sindicais.

Ryanair vai encerrar base de Faro e despedir 100 trabalhadores, denuncia sindicato

Ler mais
Recomendadas

BCP emite 450 milhões de dívida subordinada e paga 3,871%

A emissão, no montante de 450 milhões de euros, terá um prazo de 10,5 anos, com opção de reembolso antecipado pelo Millennium BCP no final de 5,5 anos, e uma taxa de juro de 3,871%, ao ano, durante os primeiros 5,5 anos.

Facebook suspende “dezenas de milhares” de aplicações por falhas na privacidade

A sua suspensão “não é necessariamente uma indicação de que as aplicações eram uma ameaça às pessoas”, ressalva a rede social.

TAP regista prejuízos de 120 milhões no primeiro semestre

Quebra nas receitas com o Brasil e aumento de custos de pessoal foram alguns dos motivos que geraram este resultado negativo.
Comentários