Saiba como evitar uma situação de penhora ou de incumprimento no contrato de crédito

O crédito, se alavanca importante na gestão das finanças pessoais, também pode representar um problema, a prazo e colocar em perigo o próprio património do devedor.

  • Fiquei desempregada e fui viver com a minha mãe. Fui-me apercebendo que lhe concederam dois créditos, tinha na altura 70 anos e uma pequena reforma. Como foi possível, não sei, nem onde gastou o dinheiro. Sei que durante quatro anos foi conseguindo pagar. Com a pandemia perdeu um rendimento extra e vai deixar de o poder fazer. Poderá ficar sem a casinha onde vive, herança dos meus avós?

Quando um consumidor vai pedir um empréstimo deve avaliar se tem capacidade para o pagar.

Identicamente, quem empresta dinheiro deve avaliar se quem o pede apresenta condições para cumprir com as prestações.

Ou seja, as instituições de crédito estão obrigadas a proceder com diligência e lealdade e devem promover a concessão de crédito responsável.

A situação profissional, o rendimento, a idade, o montante, o prazo de amortização, a taxa de esforço (peso dos créditos no rendimento), as despesas do orçamento familiar ou as garantias, são aspetos que deverão ser avaliados por quem concede crédito.

Caberá à instituição financeira decidir se concede ou não crédito, mas se o fizer, deverá ter em consideração a situação financeira do consumidor, os seus objetivos e necessidades, bem como a natureza do empréstimo. E tem obrigação de o fazer responsavelmente.

A avaliação da solvabilidade do consumidor, ou seja, da capacidade que o consumidor apresenta para honrar com o pagamento de um crédito, revela-se, pois, fundamental não só na prevenção do sobre-endividamento, mas também como instrumento essencial para garantir o equilíbrio do sistema financeiro. E deve ser baseada em critérios de transparência e rigor, sustentados na capacidade financeira do consumidor para cumprir com o serviço da dívida.

O crédito, se alavanca importante na gestão das finanças pessoais, também pode representar um problema, a prazo e colocar em perigo o próprio património do devedor.

Para evitar uma situação de penhora ou via judicial e antes mesmo do incumprimento, deverá contactar o credor e tentar um plano de pagamentos mais suave e consentâneo com o atual rendimento disponível. Existem mecanismos legais que protegem o consumidor neste quadro.

E não adie o problema, quanto mais depressa agir, melhor!

Tente com os credores a reestruturação dos créditos e faça um plano de pagamentos que possa cumprir, evitando consequências negativas e o pagamento de comissões de atraso, juros de mora ou despesas judicias, para além do risco de ficar sem o património.

A DECO poderá também apoiar na busca de solução ou mediação junto dos credores.

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço eletrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin e Youtube!

Ler mais
Recomendadas

Euribor sobem a três e a 12 meses e caem a seis meses

A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, recuou para -0,433%, menos 0,005 pontos que na quarta-feira, contra o atual máximo desde pelo menos janeiro de 2015, de -0,114%.

Vai comprar casa a crédito? Saiba como ler a FINE e evitar surpresas

Por muito que, após encontrada a casa dos seus sonhos, seja tentador aceitar a primeira proposta de financiamento que lhe aparecer, garantir que tem as melhores condições vai fazer-lhe poupar milhares de euros durante os largos anos em que terá este encargo.

Autoestradas registam pior trimestre de circulação e tráfego desde 2006

O valor médio de veículos registado na rede da Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagens foi de 8.800 veículos diários, o que contrasta com os 16.300 verificados em 2019.
Comentários