Salário é o mais importante na hora de escolher a empresa para trabalhar

Randstad Employer Brand Research 2021 divulgado esta terça-feira, revela igualmente que 48% dos portugueses não tem receio de perder o emprego em 2021, embora um em cada três confesse alguma preocupação nesse campo.

O salário continua a ser o mais importante na hora de escolher a empresa para a qual se vai trabalhar, revela a edição de 2021 do Randstad Employer Brand Research 2021 divulgado esta terça-feira, 4 de maio. Para uma larga maioria de 72%  de portugueses, o ‘salário e benefícios atrativos’ são o que mais pesa na decisão. A exceção é na geração dos 55 aos 64 anos onde 72% valoriza sobretudo a estabilidade profissional.

O estudo realizado pela empresa Kantar, que analisa anualmente as principais tendências do mercado de trabalho e dá a conhecer as empresas e sectores mais atrativos para trabalhar em 34 países, incluindo Portugal, revela igualmente que 48% dos portugueses não tem receio de perder o emprego este ano. Ainda assim, um em cada três sente alguma preocupação sobre manter o seu emprego em 2022.

As mulheres (33%) estão mais preocupadas do que os homens (27%), o que está de acordo com o facto de, no ano passado, terem já visto a sua situação de emprego mudar com mais frequência do que os homens. O mesmo se aplica a 39% dos trabalhadores menos qualificados que estão mais preocupados em perder o seu emprego.

O trabalho remoto é preferido por uma minoria: cerca de dois em cada cinco portugueses são atraídos pela possibilidade de trabalhar desta maneira. As mulheres, os trabalhadores mais qualificados e os grupos etários mais velhos (55 anos ou mais) são os que se mostram mais inclinados para este modelo. Apenas 2% dos colaboradores que podem trabalhar a partir de casa não estão autorizados a fazê-lo pelo seu empregador. Além disso, para 26% dos trabalhadores, os empregos estão vinculados às instalações, o que torna impossível trabalhar a partir de casa ou de outro lugar.

Sobre a influência da pandemia na adoção do trabalho remoto, cerca de metade (52%) afirma que passou a trabalhar em casa. Os colaboradores mais qualificados foram os mais propensos a trabalhar mais horas do que o habitual (11%), muito embora a maioria considere que trabalha o mesmo.

Ainda de acordo com o estudo,  9% dos colaboradores portugueses mudaram de empregador nos últimos seois meses (mais ainda entre as mulheres e os trabalhadores mais jovens). Além disso, 20% pretendem mudar de empregador nos próximos 6 meses. Os canais mais utilizados por quem pretende mudar de emprego são as ligações pessoais (38%) e os portais de emprego (34%).

A diversidade e inclusão está em 13º lugar nos critérios mais valorizados pelos portugueses. Um número que é mais representativo por causa das mulheres (43% face aos 34% dos homens). Mas este não é o único critério que as mulheres valorizam mais do que os homens: conciliação entre a vida pessoal e profissional (70% vs 63%), bom ambiente de trabalho (69% vs 61%) e covid-19 segurança no trabalho (53% vs 45%) são os critérios onde existem maiores diferenças. Em sentido contrário, a saúde financeira, a utilização de tecnologias recentes e a boa reputação são fatores mais valorizados pelos homens.

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