Salários da Função Pública: “Não há condições para 1% de aumento”, diz ministra

A ministra da Administração Pública disse em entrevista à Antena 1/ Jornal de Negócios que a pandemia da Covid-19 impediu o Governo de aumentar os salários da Função Pública.

Alexandra Leitão, ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública | Cristina Bernardo

O Governo diz que “não há condições” para aumentar os salários na Função Pública em 2021. A ministra da Modernização Administrativa e da Administração Pública disse que a pandemia da Covid-19 e a consequente crise económica deitou por terra a intenção do Governo de aumentar os salários da administração pública no próximo ano.

“Se tudo corresse normalmente haveria condições para 1% de aumento transversal, não há essas condições. Num contexto em que há pessoas a perder o emprego, acho que do ponto de vista da própria solidariedade entre trabalhadores seria difícil defender um aumento transversal para os trabalhadores da função publica”, afirmou Alexandra Leitão em entrevista à Antena 1/Jornal de Negócios.

A ministra relembrou que em 2019 nas negociações para o Orçamento do Estado deste ano “verificou-se que havia uma folga”, mas que a situação este ano é “muito diferente”.

“Todos compreendemos que na situação atual em que nos esforçamos por evitar perda de emprego, em que há desemprego, garantir postos de trabalho, não conseguimos ir além da proteção dos rendimentos, e da base da tabela remuneratória a acompanhar a subida do salário mínimo”, afirmou a ministra.

“É sempre possível que as coisas corram melhor durante a negociação ou no âmbito do Orçamento. Foi isto que propusemos aos sindicatos, foi isso que já conversámos com eles. Cumprindo as regras de negociação previa à entrega do OE. Neste momento, não consigo adiantar mais”, segundo Alexandra Leitão.

Recomendadas

Incentivos à mobilidade elétrica podiam ir mais longe

A fiscalidade desempenha um papel no desenvolvimento do mercado da mobilidade elétrica, mesmo que os incentivos sejam tímidos, quando temos em conta os objetivos de descarbonização fixados no Plano Nacional de Energia e Clima de reduzir as emissões de carbono em 55%, até ao final da década, face ao máximo histórico de 2005. “É importante […]

Premium“Não é aceitável que Algarve e Alentejo recebam 5,9% do investimento previsto para a ferrovia”

Para a coordenadora do Movimento Mais Ferrovia, Cristina Grilo, “os transportes são um dos principais problemas do Algarve”.

PremiumPCP insiste no englobamento obrigatório de todos os rendimentos

A posição é assumida pelo líder parlamentar do PCP, João Oliveira, que ao Jornal Económico garante que a execução do OE2021 é pedra de toque para as negociações do Executivo – que só irão acelerar após as autárquicas – com os comunistas.
Comentários