Santander lucra 6,5 mil milhões em 2019, menos 17% que em 2018

O banco espanhol apresentou resultados a caírem por causa dos custos extraordinários com a operação que tem no Reino Unido. Mas em Espanha os lucros subiram. O Santander Totta, em Portugal, contribuiu com 525 milhões de euros para o resultado líquido.

O Banco Santander em Espanha reportou um resultado líquido de 6.515 milhões de euros em 2019, o que traduz uma queda de 17% face ao ano anterior. Mas mantém o dividendo de 0,23 euros por ação, o que está dentro do intervalo de pay-out ratio de 40% a 50%.

A queda dos lucros foi justificada pelo impacto pelos custos extraordinários com o banco no Reino Unido, onde foi forçado a separar a banca de retalho da banca de investimento por mudanças regulatórias. O que custo de cerca de 1.500 milhões ao banco espanhol nas contas consolidadas. Este custo foi parcialmente compensado pelas receitas da custódia de títulos que somou 693 milhões. Pelo que o resultado recorrente do banco seria de 8.252 milhões sem aqueles efeitos não recorrentes. O que traduziria uma subida de 2%. O crescimento da base de clientes na América explica esse aumento dos lucros core.

As mais-valias de 693 milhões de euros vieram do Caceis, o banco de custodia de titulos eque gestão de ativos o Santander criou com o Credit Agricole. Sendo que o banco francês tem 69,5% e o espanhol 30,5%.

Mas o banco presidido por Ana Botín registou custos não recorrentes de 1.481 milhões de euros no Reino Unido e custos de reestruturação de 864 milhões de euros, relacionados sobretudo com a integração do Popular.

Os custos subiram 2% para 23.280 milhões e a margem líquida ascendeu a 26.214 milhões também a crescer 2%.

As imparidades/provisões subiram 5% para 9.321 milhões de euros.

Olhando só para o quarto trimestre o lucro subiu 35% para 2.783 milhões.

O banco liderado por Ana Patrícia Botin viu o rácio de capital CET 1 subir 35 pontos base para 11,65%.

Em Espanha o banco teve um resultado de 1.585 milhões, a subir 2%, gracas a poupanças fruto da integração do Popular.

Já na Europa o resultado recorrente de 4.878 milhões de euros, 3% menos que em 2018.

Segundo a Lusa, o Santander Totta, em Portugal, contribuiu com 525 milhões de euros para o resultado líquido. “Em Portugal, o lucro ordinário aumentou 10%, para 525 milhões, graças a melhorias na eficiência e ao baixo custo do crédito”, afirma o grupo bancário espanhol.

O Santander também “reforçou a sua posição como o maior banco privado de Portugal”, com uma quota de mercado de cerca de 20% em empréstimos a empresas e hipotecas. Ainda em Portugal, os empréstimos caíram 1%, enquanto os depósitos aumentaram 6%. Os custos desceram 3%, devido à revisão e simplificação dos processos internos e à otimização da rede de sucursais, informa o Santander.

O banco liderado por Pedro Castro e Almeida apresenta resultados amanhã.

Os Estados Unidos deram mais 24% ao lucro consolidado, o México  mais 19% e o Brasil deu mais 16%.

O Brasil continua a ser a operação que mais lucros aporta ao resultado consolidado  (2.939 milhões ou 28%).

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