A empresa energética Saudi Aramco confirmou, na semana passada, que assinou um contrato de ‘lease and leaseback‘ (arrendamento e rearrendamento na tradução portuguesa) no valor de 11 mil milhões de dólares, no âmbito do projeto Jafurah, com um consórcio de investidores internacionais, liderado por fundos geridos pela Global Infrastructure Partners (GIP), entidade que faz parte da gestora de ativos BlackRock.
No âmbito deste negócio foi formada uma subsidiária, a Jafurah Midstream Gas Company (JMGC), que vai arrendar os direitos de desenvolvimento e utilização da Central de Gás do Campo de Jafurah e da Unidade de Fracionamento de Gás Natural Liquefeito (GNL) de Riyas, arrendando de volta à Saudi Aramco por um período de 20 anos.
“A JMGC vai receber pagamentos da Saudi Aramco em troca da concessão à Saudi Aramco do direito exclusivo de receber, processar e tratar o gás bruto de Jafurah”, confirmou a Saudi Aramco.
“A Aramco terá uma participação de 51% na JMGC, e os restantes 49% serão detidos por investidores liderados pela GIP. A transação, que não imporá quaisquer restrições aos volumes de produção da Saudi Aramco, deve ser concluída o mais rapidamente possível, sujeita às condições habituais de fecho”, acrescentou a empresa energética.
A Aramco salienta que o projeto de Jafurah “é o maior empreendimento de gás” no Reino da Arábia Saudita, e estima que contenha “229 triliões de pés cúbicos de gás bruto e 75 mil milhões de barris de tanques de condensado. [O projeto Jafurah] é uma componente chave nos nossos planos de aumento da capacidade de produção de gás em 60% entre 2021 e 2030, de modo a satisfazer a crescente procura”.
Sobre o negócio o presidente e CEO da Saudi Aramco, Amin H. Nasser, classificou o projeto de Jafurah como sendo um “pilar fundamental” no “ambicioso programa da empresa” para a expansão da sua operação de gás.
Amin H. Nasser considerou que a inclusão da GIP no negócio é uma “componente-chave” e “demonstra a atrativa proposta” de valor do projeto de Jafurah.
“Este investimento direto estrangeiro no Reino [da Arábia Saudita] também destaca o apelo da nossa estratégia de longo prazo para a comunidade de investidores internacional. Enquanto Jafurah se prepara para iniciar a produção da primeira fase este ano, o desenvolvimento das fases subsequentes está bem encaminhado. Temos a expetativa que Jafurah desempenhe um papel importante como fornecedor de matéria-prima para o setor petroquímico e que forneça também a energia necessária para alimentar novos setores em crescimento, como os centros de dados de inteligência artificial (IA), no Reino [da Arábia Saudita]”, acrescentou Amin H. Nasser.
Já o presidente e CEO da GIP, Bayo Ogunlesi, referiu que o consórcio tem o “prazer de aprofundar” a parceria que detém com a Saudi Aramco através do investimento que será realizado na infraestrutura de gás natural da Arábia Saudita, que no seu entender é “um pilar fundamental” dos mercados globais de gás natural.
“O negócio é baseado na relação de longa data da BlackRock e da GIP com a Saudi Aramco para satisfazer as crescentes necessidades do mercado por combustíveis mais limpos, e pela segurança energética e acessibilidade energética”, salientou Bayo Ogunlesi.
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