Sauditas batem recorde de envio de petróleo para a China em abril

A agência Bloomberg informa que em abril a Arábia Saudita bateu um recorde de exportações de petróleo para a China da ordem dos 2,3 milhões de barris por dia, correspondente ao volume mais elevado desde 2017. Em abril a generalidade dos países europeus estava em fase de confinamento.

9. Arábia Saudita – os milionários mais ricos da Arábia Saudita foram afetados negativamente pelas medidas de anticorrupção do país.

Os registos das exportações de petróleo saudita para a China mostram que as restrições de produção – do último acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo alargada (a OPEP+) – não abrangem a China, atendendo a que até 28 de maio a Arábia Saudita enviou para o mercado chinês volumes muito elevados de petróleo, correspondentes a cerca de 2,1 milhões de barris de petróleo por dia, segundo a agência Bloomberg, admitindo que os envios de petróleo saudita possam aumentar nos próximos dias.

A Bloomberg recorda que no seu registo do rastreamento das exportações de petróleo – que começou a fazer em 2017 – o nível mais elevado das remessas de petróleo saudita para a China foi registado em abril de 2020, com 2,3 milhões de barris por dia, precisamente no mês em que grande parte dos países europeus estavam em confinamento, com as atividades económicas praticamente paradas.

A cotação internacional do petróleo continua a subir, com os contratos de futuros do West Texas Intermediate (WTI) com data de entrega para 20 de julho nos 35,44 dólares por barril, o que traduz uma valorização de 4,84% face ao valor do último fecho de mercados, e o Brent, para entrega a 2 de agosto, cotado a 37,73 dólares por barril, valorizando 4,72% em relação ao último fecho de mercado.

Relativamente aos embarques totais de petróleo da Arábia Saudita, a agência Bloomberg refere que caíram para cerca de 6,6 milhões de barris por dia em maio, depois de terem atingido 9,3 milhões em abril, que, segundo a Bloomberg, também foi o registo mais alto em, pelo menos, três anos.

No entanto, a Arábia Saudita lidera um esforço internacional para reduzir a produção global de petróleo em mais de 10%, no sentido de eliminar o excesso de petróleo disponível nos mercados internacionais, agravado pela paragem da atividade económica decorrente da pandemia da Covid-19 que reduziu a níveis mínimos o consumo mundial de produtos petrolíferos (com as frotas de aviões de transporte civil paradas e com os paquetes cruzeiros turísticos inativos).

Quanto às remessas de petróleo saudita para os EUA e para a Índia, a Bloomberg refere que registaram fortes reduções. Em abril, a Arábia Saudita enviou quase 1,3 milhões de barris por dia para os EUA, mas em maio os fluxos para os EUA caíram para cerca de 570 mil barris por dia, “embora o número possa subir, pois vários navios ainda não sinalizaram destinos finais”, adiantam informações da Bloomberg. As exportações de petróleo saudita para a Índia, que é o maior mercado geograficamente próximo da Arábia Saudita, caíram quase 50%, para 560 mil barris por dia em maio.

Para junho, as exportações sauditas podem sofrer reduções, atendendo a que companhia estatal de petróleo Saudi Aramco indicou que reduzirá as exportações para a Ásia, admitindo que cortará de forma agressiva os envios de petróleo para os EUA e para a Europa. A OPEP e os seus aliados devem realizar reuniões online de 9 a 10 de junho para discutir o futuro de seu pacto.

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