“Se o ministro acha que praticar preços a 600 euros é barato, gostava que me explicasse o que é caro”, diz Miguel Albuquerque

Pedro Nuno Santos, em resposta ao deputado do PSD-Madeira, Paulo Neves, afirmou que “se o Estado não estivesse na TAP, a preocupação com o custo dos bilhetes da Madeira” não teria lugar no Parlamento, já que a empresa seria totalmente privada, rematando que “comia os preços e calava”.

Depois das declarações do Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, na Assembleia da República, sobre o custo dos bilhetes da TAP para a Madeira, na passada segunda-feira, o Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque afirmou esta terca-feira que “se o Ministro acha que praticar preços de 600 euros é barato, eu gostava que ele me explicasse o que é caro”.

Pedro Nuno Santos, em resposta ao deputado do PSD-Madeira, Paulo Neves, afirmou que “se o Estado não estivesse na TAP, a preocupação com o custo dos bilhetes da Madeira” não teria lugar no Parlamento, já que a empresa seria totalmente privada, rematando que “comia os preços e calava”.

Miguel Albuquerque disse ainda que a expressão “comer os preços” utilizada pelo Ministro “deriva da circunstância de ele não ter que vir à Madeira, nem ter família na Madeira, nem residir na Madeira”.

O Presidente do Governo Regional falava aos jornalistas numa visita às obras de requalificação e restauro do Convento de Santa Clara, que contam com um investimento de cerca de 1,2 milhões para o restauro infraestrutural e 600 mil euros para o restauro do património móvel.

O governante salientou a intenção, aquando da celebração do 10 de junho na Madeira, com a vinda do Presidente da República à Região, de visitarem esta obra, que classifica como uma das mais importantes que estão a decorrer no país de reabilitação do património histórico.

A previsão é de que a obra já esteja pronta e seja possível abrir o Convento ao público em 2021.

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