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Secretário de Defesa dos EUA admite soldados em território iraniano se necessário

Na primeira conferência de imprensa desde o início dos bombardeamentos contra o território iraniano, em coordenação com Israel, Pete Hegseth disse que o objetivo dos ataques ao Irão não passa pela construção de uma democracia no país.
epa12355957 Defense Secretary Pete Hegseth speaks after US President Donald Trump signed an executive order including the re-naming of the Department of Defense to the Department of War during a press availability in the Oval Office of the White House in Washington, DC, USA, 05 September 2025. EPA/FRANCIS CHUNG / / POOL
2 Março 2026, 18h09

O secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, afirmou esta segunda-feira que embora não existam soldados norte-americanos em território iraniano neste momento, Washington irá “tão longe quanto for necessário”.

O líder do Pentágono (Departamento da Defesa) recusou-se a declarar abertamente o que os EUA estão “dispostos a fazer ou a não fazer” e quando questionado se soldados norte-americanos estavam destacados no Irão respondeu que isso era “uma estupidez”.

Mas, ressalvou, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, quer que os inimigos compreendam que os EUA irão “tão longe quanto necessário para defender os interesses americanos”.

Na primeira conferência de imprensa desde o início dos bombardeamentos contra o território iraniano, em coordenação com Israel, Pete Hegseth disse que o objetivo dos ataques ao Irão não passa pela construção de uma democracia no país.

“Chega de regras de combate estúpidas, chega de lamaçais com o objetivo de construir uma nação, não é um exercício de construção da democracia”, afirmou Hegseth.

Os ataques contra o Irão “não são uma guerra para mudar o regime, mas com certeza o regime mudou e o mundo está melhor por causa disso”, sublinhou.

O secretário de Defesa dos EUA insistiu que a operação militar contra o Irão, não era igual ao que aconteceu no Iraque, nem será um conflito interminável, mas, pelo contrário, tem a missão “clara e devastadora” de destruir as capacidades de defesa de Teerão.

Na mesma conferência de imprensa, o chefe do Estado-Maior norte-americano, o general Dan Caine, afirmou que as operações militares contra o Irão estão em fase inicial e “levarão algum tempo” até atingirem os objetivos.

Reconheceu que as operações exigirão “muito trabalho” e poderão causar novas baixas entre as tropas.

“Esta não é uma operação de um dia. Levará algum tempo para atingir os objetivos do [Comando Central dos Estados Unidos] CENTCOM e da força conjunta que foram designados. Em alguns casos, exigirá um trabalho difícil e árduo. Esperamos sofrer novas baixas, mas, como sempre, trabalharemos para minimizá-las”, afirmou.

Caine garantiu que a operação está “a escalar” após 57 horas contínuas de operações militares que, segundo frisou, fazem parte da “fase inicial” e exigirão o envio de novas tropas no futuro.

“Este destacamento inclui milhares de tropas de todos os ramos das Forças Armadas, centenas de caças avançados de quarta e quinta geração, dezenas de aviões de reabastecimento e as esquadras de ataque dos porta-aviões Ford e Lincoln e os seus componentes aéreos”, detalhou Caine.

O chefe do Estado-Maior disse que o comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, “receberá forças adicionais ainda hoje”.

“Este rápido aumento de forças demonstra as nossas capacidades conjuntas para nos adaptarmos e projetarmos poder quando decidirmos”, adiantou.

“Temos sido sistemáticos nos ataques aos iranianos: centro de comando e controlo, infraestruturas, forças navais, locais de mísseis balísticos e infraestruturas de informações”, indicou Caine, que revelou que também estão a realizar ciberataques.

“O impacto combinado desses ataques — rápidos, precisos e esmagadores — resultou no estabelecimento de uma superioridade aérea local. Essa superioridade aérea não só reforçará a proteção das nossas forças, como também lhes permitirá continuar o seu trabalho sobre o Irão”, disse o general.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


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